terça-feira, 21 de março de 2017

prenúncio (2)




(Road to Nowhere, 2010, Monte Hellman)

sexta-feira, no ípsilon




Texto meu e fotografias de Rui Gaudêncio.

segunda-feira, 20 de março de 2017

prenúncio

Ainda antes de a conhecer, sonhei que ela morria. Mas era ela, de facto: tinha as formas dela, os olhos azuis enormes. Mas morria.

sexta-feira, 17 de março de 2017




(Alice nas Cidades, 1974, Wim Wenders)

sábado, 11 de março de 2017

ípsilon - crítica "The Iceberg"



Ainda que estas coisas não sejam matemáticas, creio que, ouvindo o disco do grande Oddisee sobre o qual escrevo hoje no Ípsilon, o vosso fim-de-semana vai ser um bocadinho mais feliz.


"Do boom bap mais clássico, sample-based, presente nos seus primeiros trabalhos, Oddisee tem denotado (...) uma evolução absolutamente notável que o eleva, hoje, a um dos mais sofisticados produtores americanos, criador de peças saborosíssimas, cheias de sumo, autênticos tratados da música negra (e não só, sentindo-se também uma dimensão ora electrónica, ora eléctrica na sua música, e a sua própria voz tem, por vezes, algo de rockeiro) em que todos os elementos se relacionam fluidamente, riqueza que tem o seu prolongamento natural no formato banda que o americano passou, entretanto, a adoptar em palco com os GOOD COMPNY".

terça-feira, 7 de março de 2017

castigo

No final da noite, as pingas da chuva ou as escadas intermináveis que nos levam ao apagamento. Qual delas dói mais. Qual delas nos castiga.

ípsilon - Keso

 


Na sexta-feira passada, dia em que foi reeditado KSX2016, e aproveitando o lançamento do videoclip (ver aqui) por si realizado, escrevi no ípsilon sobre a conversa que tive com o Keso há dias, do Porto a Londres, da música ao cinema, passando pela lingerie da Intimissimi.
 
 
 "O universal é o local sem paredes. (...) Psicologicamente, nenhum [transmontano] é murado. Daí que reajam e actuem como filhos do mundo em todas as circunstâncias”. Miguel Torga, Diário, XV.
 
 
"É de Vilar que se pode avistar o mundo, o “universal”, através daquele que é, desde ancestrais tempos, o caudal que tudo leva e tudo traz: o rio (Douro). Vilar, como Trás-os-Montes em Torga, é, para Keso, esse porto de abrigo, local de amor e aconchego, mas simultaneamente posto de observação para o mundo, o tal que não cabe em muros, códigos ou convenções, os mesmos que o rapper dinamita nas suas letras poéticas, insurrectas, subversivas, no cariz exploratório da sua sonoridade ou, ainda, no modo criativo como utiliza o instrumento vocal (o rap, o canto, a declamação ou a palavra falada a conviverem livremente)".

sexta-feira, 3 de março de 2017

Regresso ao Futuro na Antena 3: Hip-hop save the queen!

 
 
Ilustração por: Delfim M. Ruas (https://www.facebook.com/delfimruasillustration/)
 
 
No último REGRESSO AO FUTURO na Antena 3, fizemos o nosso "London Calling" na luxuosa companhia da Speech Debelle, Funky DL e Mike Skinner and The Streets, de quem tocámos "Speech Therapy" (2009), "The 4th Quarter" (2007) e "Original Pirate Material" (2002), respectivamente.
 
A intenção: tentar perceber como o hip-hop inglês, mau grado o seu relativo apagamento fruto da fecunda cultura "bass" há muito instalada, tem excelentes cartadas para oferecer, das tipologias clássicas do boom bap sample-based às composições mais orgânicas e tocadas, passando pelo UK garage.
 
Som e edição de Pedro Sancho Pires.
 
O REGRESSO AO FUTURO repete sábado, pelas 2h50!