domingo, 22 de junho de 2008

tudo em família



Aqui vai o meu desejo para a final do Europeu de Futebol 2008: Turquia x Espanha. E que o caneco venha para o Bósforo, pois claro!

sábado, 21 de junho de 2008

a velha raposa


Depois de tantos sucessos e estórias, Al Green voltou. E cheio de pinta. Lay it down (2008, acabadinho de sair) é um album muito aprazível. Muito soul ensolarado por traços de gospel. E, claro, muito, muito love no ar. Destaco as faixas You've got the love I need, Take your time (com a menina bonita Corinne Bailey Rae), Too Much, Lay it down (com o jovem prodígio do neosoul, Anthony Hamilton), Just for me ou I'm wild about you. Esta última, especialmente, transborda de sensualidade e calor.
Sobre os citados Anthony Hamilton e Corinne Bailey Rae, é interessante vêr como Al Green soube voltar juntando a aura própria de quem já muito deu à música com a jovialidade de outros artistas de classe que entretanto vão surgindo. Os bons músicos também se vêm nestas coisas!
Lay it down my people!

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Tsunami nas águas do Bósforo


Turquia nas meias finais do Euro 2008! Vamos!!

nudez

Acordo,
Dou graças por mais um dia
Respiro fundo,
Sinto me agarrado à vida
Peço ao universo por dádiva criativa,
Na música e pintura foco no que me cativa
Poesia,
A minha sina é uma terapia
Via iluminada que me afasta da rotina
De madrugada
Em busca de adrenalina que vicia quem pinta a vida mais colorida
É incrível, quando nos sentimos únicos
Nús de preconceitos em momentos lúdicos
E aproveitamos, até aos últimos segundos
Livres sem rumo como nobres vagabundos
Sem algemas do tempo ou grilhetas do medo
A desfrutar o sossego do total desapego
Não há nada como o pôr do sol à beira-mar
Melhor, só tendo alguém ao lado para abraçar


in Talento Clandestino, Maze (Dealema)

domingo, 15 de junho de 2008

Há festa rija no Bósforo!


Turquia nos quartos de final do Euro 2008!!

sábado, 14 de junho de 2008

soberania popular? o que é isso?

Na Irlanda, 53,4% dos votantes disseram democraticamente NÃO ao "Tratado de Lisboa". Coisa que por estes lados não foi permitida. Não obstante este percalço, os líderes europeus já alertaram que nada vai ser alterado.
Quando Chavéz perdeu (felizmente!) no referendo constitucional, os seus mais ferozes detractores profetizaram uma vaga de autoritarismo e perseguição. Além de não se ter gerado vaga alguma, Chavéz respeitou o referendo.
Defendo sem reservas uma União Europeia sucessivamente mais unida, coesa. Defendo até se calhar uma União Europeia federal. Mas, nessa ou noutra qualquer hipótese mais unificada que a que hoje temos, é imprescindível que o seu processo constitutivo seja feito de forma transparente, democrática e consensual. E quando falo em consenso, falo evidentemente, acima de tudo, do consenso do povo.
Com estes líderes (e com estas políticas, mas isso deixo para depois) e com esta forma de actuar, eu estou com os irlandeses: NÃO, NÃO E NÃO.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Hip Hop Pessoa


Aniversário de Fernando Pessoa festejado com poemas e hip-hop nacional. Editora Loop pretende cruzar a poesia de Pessoa com a música.
No dia em que se assinalam os 120 anos sobre o nascimento de Fernando Pessoa, a Casa Fernando Pessoa, a Câmara de Lisboa e a editora discográfica Loop organizam um espectáculo de hip-hop no Terreiro do Paço, na capital.
Intitulado "Hip Hop Pessoa", o espectáculo conta com 14 músicos de hip-hop, que aceitaram o desafio de recriar a poesia de Pessoa e de a transformar para o concerto (em Setembro nascerá um disco com o mesmo conceito com estes e outros artistas). Os escritos do poeta serão evocados por alguns dos mais conhecidos nomes do movimento como Melo D, Maze e Fuse, Rocky Marsiano, Sagas, DJ Ride e Sam the Kid.
A base são os poemas de Fernando Pessoa, a voz, a abordagem e o ritmo são dos rappers. Cada um pegou nos poemas de maneira diferente tornando-os um pouco seus. "Há quem tenha pegado em excertos de poemas, como, por exemplo, o pai de Sam the Kid", explica Rui Miguel Abreu. Já Fuse, dos Dealema, "reinterpretou parte da 'Mensagem' e usou o poema quase como um estímulo para a sua própria imaginação".
Sam the Kid, nome artístico de Samuel Mira, um dos responsáveis pelo crescimento do hip-hop nacional, recorda ao JPN como conheceu o poeta. "Há dois anos tinham-me oferecido um livro dele, fiquei a conhecer minimamente", afirma.
O poema escolhido pelo rapper e pelo pai foi "Tabacaria", do heterónimo Álvaro de Campos. "Identifiquei-me bastante com o poema e tem lá um verso que me fez ver que tinha de ser aquele 'Sonhar mais que Napoleão' porque o meu pai chama-se Napoleão", conta.
"Pontos de contacto naturais"
Para Sam the Kid existe uma relação entre Fernando Pessoa e hip-hop: a poesia. "Os dois são poesia e estão relacionados, apesar da métrica e da linguagem serem diferentes", defende.
Para Rui Miguel Abreu, editor e programador do evento, a realização do concerto e o futuro lançamento do CD têm vários significados, mas "o mais importante é que se começa a perceber que a cultura não é assim uma coisa tão séria que não admita este tipo de encontros".
"Para nós significa a possibilidade de cruzar a poesia de um enorme poeta moderno português com a música de uma série de pessoas que estão eles próprios, à sua maneira, a revolucionar a música", acrescenta. "Pessoa foi um poeta profundamente moderno, não apenas na maneira como encarou a língua, mas como pensou todas as questões de ser português, de estar no mundo estando em Portugal. O hip-hop faz a mesma coisa, é outra maneira de olhar para a realidade. São pontos de contacto naturais".
Estimular o interesse dos mais jovens pela obra de Pessoa é uma das ideias deste projecto. "Se dois miúdos lerem Fernando Pessoa por causa do disco já me sinto feliz", diz o dono da Loop. "Esperamos que sirva como estímulo, para despertar, quanto mais não seja, a curiosidade de quem é a pessoa que estes MC [rappers] estão a cantar. Um dos pontos que mais nos honraria era que isso acontecesse".

Fernando Pessoa, Hip Hop, Música, Hip Hop... a Palavra!


vejam também a reportagem de hoje no suplemento ípsilon do Público, pág.16/17.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Era assim com todos os rapazes. Se Bozena fosse bela e pura, e se nessa época ele fosse capaz de amar, talvez a mordesse toda, exasperando até à dor o seu prazer sexual e o dela. Pois a primeira paixão adolescente não é de amor por uma pessoa, mas sim de ódio a todas as pessoas. Sentir-se incompreendido e não compreender o mundo não é o efeito de uma primeira paixão, mas a sua causa. A paixão é apens um refúgio, no qual estar com o outro significa solidão duplicada.
Quase sempre a primeira paixão pouco perdura e deixa um ressaibo amargo. Trata-se de um logro, de uma decepção. Quando ela passa, não compreendemos como fomos capazes de tudo aquilo, nem sabemos a quem culpar. Isso acontece porque as personagens desse drama em geral encontram-se por acaso: eventuais companheiros de uma fuga enlouquecida. Apaziguados, não se reconhecem mais. Percebem que são diferentes, porque já não se dão conta do que têm em comum.


in O jovem Torless, Robert Musil

sábado, 7 de junho de 2008

ôh ôh ôh

Passei anos e anos da minha infância, nos tempos quentes de verão, a ouvir o meu pai cantarolar pela casa ou no carro uma musiquita sempre que iamos a caminho da praia. Nunca dei muito importância das primeiras vezes que ouvi. Todavia, o trautear aparentemente fácil e o toque espanhol davam-lhe um cariz festivo. E como cada ida à praia era, de facto, uma bela e caótica festa familiar, a cantiga comecou a afirmar-se como verdadeiro mote de partida para o grande areal dourado. A letra era qualquer coisa muito simples como "Vamos a la playa, ôh-ôh-ôh!".
Hoje quando andava pelo blog do Nuno Markl fui dar com o videoclip dos janotas que a interpretam. De um momento para outro, a minha perspectiva nostálgica das idas à praia ao som do Vamos a la playa alterou-se um pouco.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

uma tarde lá no alto do monte, sobre a cidade

Dizias que eu era
a luz dos teus olhos
mas cego era eu
pedindo-te a esmola
do amor que te dava

Como pude ver-te assim tão diferente
do que és hoje
tão feita só para mim
já então
de mim
tão longe

Por que me sabia a mel
o que me doía
a sal

Como pude ver o sol
onde só havia
sombra

Pisas a minha mão
sempre que ponho
um pouco de sonho
no meu coração


in Amor fazer Amor, João Apolinário

90's


The nineties sessions - Rare demos & Tracks (2007) está provavelmente no meu top10 de albums de Hip Hop da cena underground americana nos últimos dois anos. E, neste ano, se não for o melhor, anda lá perto.
O album é da autoria de Grandfather Don, produtor e rapper de Brooklyn, New York. The nineties sessions é um hino ao jazz rap, num estilo e sonoridade que nos fazem lembrar a já mítica colectânea JazzMatazz de Guru (Gangstarr). Muitos baixos, muitos pianos, muitas pandeiretas, sopros, scratch, melodia... delicioso. O rap de Grandfather Don (que não conhecia) é daquele que não engana: ágil, claro, versátil e muito, muito thug. Numa palavra: oldschool!
A par do recente Then what happened? de J-Live, é o tipo de album que justifica horas perdidas de pesquisa em blogs e sites. Imprescindível.

híbrido

Estava cheio de expectativas para vêr a entrevista do Miguel Urbano Rodrigues (MUR) que passou ontem, pelas 23h:20 na SIC Notícias. Por ser um comunista (e não de esquerda como o próprio salientou); por ser um homem que já viveu em meio mundo (Brasil, na Colômbia com as FARC, Líbano, Irão, Afeganistão, ...); por ter uma obra literária vasta; e, enfim, por já muito ter ouvido a seu respeito e nunca o ter "conhecido".
Confesso que, em parte, fiquei um pouco desiludido. Embora me identificando em muitos dos idealismos (e idealismos aqui NÃO têm um cariz de impossibilidade) de MUR, a verdade é que também ouvi da sua parte muitos chavões. Alguns deles atendentes às bandeiras que, a meu ver, para um socialista (não do PS) como é o meu caso, não podem ser tomadas como bandeiras: Cuba, FARC, etc. Devo esclarecer que este meu anti-bandeirismo não é, no entanto, absoluto. Reconheço a Cuba inúmeras virtudes. Mas tudo o resto (democracia, direitos humanos, liberdades políticas e de expressão e por aí fora) sufoca o que de bom foi feito. Quanto às FARC, embora simpatizando com um sentimento de autodeterminação, a verdade é que a minha posição é um pouco semelhante à que tenho relativamente à ETA. Sou profundamente solidário com as aspirações bascas, se assim o povo, num hipotético referendo, o entendesse. Mas a ETA, essa, condeno sem reservas. Não a sua causa e os seus objectivos; apenas o seu modo de actuar. Ora isto é em tudo semelhante ao que penso relativamente às FARC. Causa e objectivo de um lado; modo de actuar do outro.
Todavia, ouvir MUR lembrou-me um pouco quando há dias ouvi Eduardo Lourenço numa conferência em Serralves. Lembrou-me um pouco o desejo que tive de um dia chegar àquelas idades e ter o discernimento, pensamento e presença daqueles senhores.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Reminiscências - I










Numa pacata aldeia a 300 kms norte de Helsínquia.

domingo, 1 de junho de 2008

Vamos!

O presente abaixo-assinado destina-se a acompanhar um documento expositivo referente à impossibilidade de acesso ao Cinema anterior à década de 90, na cidade do Porto. O documento será enviado ao Ministério da Cultura e à Cinemateca Portuguesa, estando disponível para consulta no site: www.circuitocinema.blogspot.com .
A recolha de assinaturas para o abaixo-assinado está também a ser desenvolvida em suporte físico, por várias pessoas e em vários locais da cidade do Porto.

A cidade do Porto sofre de vários e complexos problemas na área da cultura, como é do conhecimento geral. No entanto, esta situação não é generalizável a todo o país. Efectivamente, Lisboa continua a usufruir de forma centralizada dos serviços de certas instituições culturais que deveriam fazer jus ao seu âmbito nacional, como, por exemplo, a Cinemateca Portuguesa, um organismo público suportado pelos contribuintes a nível nacional.

No Porto, é de grande interesse público a criação de uma extensão da Cinemateca, o que permitiria acabar com a carência de exibição cinematográfica sentida na cidade, ao nível da produção anterior à década de 90.

Os signatários,

Carlos Azeredo Mesquita
David Barros
Filipe Oliveira
Joaquim Guilherme Blanc
Lídia Queirós
Nuno de Sá
Pedro Leitão
Ricardo Alves


Fica aqui o apelo para que assinem a petição: http://www.petitiononline.com/Circuito/petition.html

Descobri

A Ervilha Cor de Rosa numa reportagem da sic. É muito agradável. Check it out!

sábado, 31 de maio de 2008

na música como na vida...

Frank T - Optimista y Soñador



Y SI CERRARA LOS OJOS E IMAGINARA ALGO MEJOR,
TAL VEZ LLORASE AL ABRIRLOS, PORQUE ¡HAY QUE VER! ¡CUANTO DOLOR!
TAN SOLO UNA CANCIÓN, UN PENSAMIENTO, UNA ORACIÓN
DE UN RIMADOR MAS OPTIMISTA Y SOÑADOR.

Nada mejor que todo hubiese ido bonito desde el principio de los escritos, hasta el final del infinito.
Nada mejor que las sonrisas de los necios, ante las burlas de los sabios que a veces miran con desprecio.
Nada mejor que el mundo hubiese sido plano y con ello haber conseguido que el hombre fuera algo mas humano,
con palabras de poetas y esculturas de artesanos, no palabras de mentira de un presidente republicano.
Nada mejor que tu seas grande y yo pequeño y luego estemos jugando a lo mismo, y en verdad no solo en sueños.
Y nada mas y nada mejor que preguntarle al señor odio si en el fondo de su ser reside el amor.
Nada mejor que tener a alguien a quien llamar, para charlar, para reír, para abrazar, para llorar.
Nada mejor que tener a alguien de quien uno pueda fiarse y hasta en eso y muy de cerca hay que fijarse.
Nada mejor que disculparse del error que has cometido si además el que ha sufrido es ser querido.
Y nada más y nada mejor que a veces ser más optimista aunque parezca ser ingenuo y soñador.

Y SI CERRARA LOS OJOS E IMAGINARA ALGO MEJOR,
TAL VEZ LLORASE AL ABRIRLOS, PORQUE ¡HAY QUE VER! ¡CUANTO DOLOR!
TAN SOLO UNA CANCIÓN, UN PENSAMIENTO, UNA ORACIÓN
DE UN RIMADOR MAS OPTIMISTA Y SOÑADOR.

Nada mejor que el escuchar aquellas viejas canciones con sus refranes y lecciones, reencontrarse con estas,
el escuchar como tacaban y aplaudir a un mas sabiendo que ese estilo ellos creaban.
Nada mejor que dibujar toda la música de hoy día con los muestreos de aquellas viejas melodías,
no quiero ser ni parecer un amargado nostálgico, es mi homenaje a aquel sonido tan mágico.
Nada mejor que usar el beat para sentir, usar el rap para decir y bien decir si hay que decir,
se que hay veces que es mejor tener el pico cerrado, pero con tanta tiranía no puedo quedarme callado.
Nada mejor que esos momentos de esperanza, cuando resulta derrocado algún tirano dictador,
lástima que el que entra acabe siendo corrompido y el futuro del pueblo siga tan poco alentador.
Nada mejor que imaginarse a un presidente que sea justo, que sea digno y que mire bien por el trabajador.
Y nada más y nada mejor que a veces ser más optimista aunque parezca ser ingenuo y soñador.

Y SI CERRARA LOS OJOS E IMAGINARA ALGO MEJOR,
TAL VEZ LLORASE AL ABRIRLOS, PORQUE ¡HAY QUE VER! ¡CUANTO DOLOR!
TAN SOLO UNA CANCIÓN, UN PENSAMIENTO, UNA ORACIÓN
DE UN RIMADOR MAS OPTIMISTA Y SOÑADOR.