(À l'aventure, 2008, Jean-Claude Brisseau)
Da minha janela vejo o Bósforo todos os dias: divisões e correntes, agitações e marés. Tal como no homem, tal como no mundo.
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018
terça-feira, 20 de fevereiro de 2018
segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018
Ainda: retrospectiva Chang Tso-chi no Fantasporto
Ah Chung, 1996, Chang Tso-chi
"Em 2013, bem antes do movimento #metoo irromper e, com ele, a problemática distinção entre criador e criação (Polanski, Brisseau, Allen), Chang estrearia A Time in Quchi em Locarno, no qual abandona as margens problemáticas de Taipé e constrói um coming of age de uma poesia imensa sobre dois irmãos que, a braços com o divórcio dos pais, vão passar o Verão no campo com o avô (muitos se lembraram de Um Verão com o Avô, de Hou Hsiao-Hsien, e é uma pena que não o possamos ver no Fantas). Simultaneamente nesse ano, o taiwanês era acusado da violação de uma argumentista, alcoolizada, numa festa em sua casa (em Ah Chung, o protagonista, perante uma rapariga embriagada, colocava, hesitantemente, a mão no soutien, contendo-se no último momento…)".
O Fantas começa amanhã.
Link para artigo completo: https://www.publico.pt/2018/02/19/culturaipsilon/noticia/bemvindos-a-grande-familia-de-chang-tsochi-1802855?page=%2Fculturaipsilon&pos=1&b=stories_cover__important_c
domingo, 18 de fevereiro de 2018
ípsilon - Chang Tso-chi e Fantasporto
No Ípsilon da última sexta-feira, além de uma breve antevisão sobre o Fantasporto - Oporto International Film Festival, escrevo sobre a retrospectiva imperdível (não integral, lamentavelmente) que nele decorrerá dedicada a um cineasta - tão magnífico quanto desconhecido por cá - da segunda vaga (90s) do Novo Cinema de Taiwan: Chang Tso-chi.
O Fantas inicia-se na próxima semana (20 Fev., terça-feira) e os filmes de Chang passam nos dias 26 e 27 de Fevereiro e 1 de Março: "Ah Chung", "Darkness and Light", "The Best of Times", "Soul of a Demon" e "When Love Comes". Complementarmente, há, ainda, a mostra "Taiwan B-Movies" (anos 70-80), cinema low-budget subversivo que abriria portas para o Novo Cinema dos anos 80. É ler, ver e ouvir.
Um enormíssimo obrigado ao Francisco Rocha pelo fundamental "apoio à produção".
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018
"Não Consegues Criar O Mundo Duas Vezes" no INDIELISBOA
Estamos muito felizes por vos poder dizer que vamos estar em Lisboa na competição oficial do IndieLisboa International Film Festival, que decorre entre 26 de Abril e 6 de Maio!
Esperamos ver-vos a todos lá! Até já!
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Extremely happy to tell you that we will be in Lisbon as our film has been selected for the official competition of IndieLisboa International Film Festival, which happens from 26th April to 6th May!
terça-feira, 13 de fevereiro de 2018
palhaço-besta
Emil Jannings - em ambos os casos, já na fase "pós". pós-desgraça, pós-dignidade, pós-fisicalidade (pós-humano? o homem transformado em palhaço-besta). a introdução "intertitular" do filme de Murnau - qualquer coisa como "podemos viver como reis e ser admirados por todos, mas um dia, amanhã, onde poderemos vir a estar?" - vale, na plenitude (e talvez mais violentamente ainda), para o de Sternberg.
(The Last Laugh, 1924, F. W. Murnau / The Blue Angel, 1930, J. von Sternberg)
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018
Crítica - "November", SiR
"NOVEMBER" no Ípsilon da última sexta: o "pecado original" (para citar o Cardeal) de SiR é o de ter feito, em 2015, um disco formidável chamado "Seven Sundays", inevitável ponto de partida (e comparação) para a escuta dos seus trabalhos subsequentes, que, infelizmente, nunca cumprem as expectativas. Todavia...
"Um dos motivos reside, desde logo, no facto de este ser um álbum demasiado de beats, reflectindo esse contemporâneo fenómeno que é o de o R&B ser predominantemente pr...oduzido a partir de portáteis por produtores de hip-hop tout court (torná-lo mais melódico ou samplar mais instrumentos não o converte automaticamente em R&B ou em soul) (…). Se esta realidade, no que de democrático e inventivo implica, é, obviamente, de louvar, tem o inconveniente de redundar, muitas vezes, na construção de instrumentais rígidos e pouco adequados às nuances que o R&B (…) exige ao longo de uma canção. É justamente o que aqui se sente, a predominância de canções excessivamente cadenciadas, em que a batida é referência demasiado central (porque determinante das restantes coordenadas), pelo caminho sublinhando a traço grosso a repetição do loop nuclear (com o risco de monotonia associado). (...) Ficarmo-nos por aqui seria, contudo, tremendamente injusto para um álbum (…) com uma canção do calibre de 'Something Foreign', piano pesaroso por cima de uma bateria exausta, e onde ao refrão maravilhoso de SiR se junta um Schoolboy Q (…) que já não víamos nesta forma há algum tempo (combinando versos erotizantes com uma disposição métrica mediante a qual explora, de modo sonoramente gingão, quatro diferentes terminações fonéticas da rima: 'u', 'aive', 'aique', 'ou')".
sábado, 10 de fevereiro de 2018
10
10 anos, caraças. 10 anos de existência que este blog hoje cumpre. A minha vida toda aqui. Ou o que dela passou por baixo dessas pontes. Sim, toda: eu que a conheço sei o que está por baixo de cada imagem, de cada canção - interjeição, até - que por aqui vou deixando. Yup, o livro pode ser julgado pela capa.
"I got a real bad habit
I think I know everything 'fore it happens
(…)
You know my color, yes
But underneath remains covered, you ain't discovered yet"
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018
terça-feira, 6 de fevereiro de 2018
Entrevista "Não Consegues Criar O Mundo Duas Vezes" - Porto/Post/Doc
Entrevista que demos para o festival aquando da estreia e em que falamos um pouco sobre tudo à volta do filme.
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018
quarta-feira, 31 de janeiro de 2018
tu com as tuas mãos negras contrariaste-me
não
leve a chávena verde para ele
não
tanto faz lídia
contrariaste-me
não
para ele não sentir que já não vive nesta casa
e eu fiquei ali transido, imóvel, o ruído do café escorrendo para a chávena a prolongar o meu desconforto, quer dizer, a minha gratidão, uma gotícula que não controlo e que momentaneamente me embacia o campo de visão do qual sairias não fossem esses dentes todos. o tomás era do porto, ficou do benfica, o meu pai deu-lhe uma camisola do porto, o pai dele aquilo que só os pais nos dão. do benfica, então.
(diz que quer que tu e o tomás vivam com ele, que podem ficar com o sótão todo, tonto até ao fim)
está aqui, toma
será que reparaste que era verde
saberás que te
vi que nos
vi
no filme do garrel nesse dia ao fim da tarde. também era o pai dele
terça-feira, 30 de janeiro de 2018
Crítica - "O Último Tango em Mafamude"
No Ípsilon a sexta passada, dançámos O Último Tango em Mafamude, do David Bruno, nome artístico quase tão bom como o do Gino Soccio (https://www.discogs.com/artist/75922-Gino-Soccio), com quem, diz-se por aí, colaborará no próximo disco.
"(...) Tudo num caldo assumidamente quasi-pimba (a artwork é a réplica adulterada de uma capa de Marante) e piroso, embora a ironia resida precisamente aí, nesse efeito paradoxal: ainda que involuntariamente, ainda que carregando na tecla da paródia, dB constrói ambientes melancólicos (de certo modo fadísticos, até), tocantes, enfim, genuinamente românticos".
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