Da minha janela vejo o Bósforo todos os dias: divisões e correntes, agitações e marés. Tal como no homem, tal como no mundo.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2019
esses
(Histoire(s) du cinema, 1989-1999)
Ainda Godard e os dois esses.
http://www.apaladewalsh.com/2019/01/ressurreicao-da-obscuridade-a-luz/?fbclid=IwAR3Pb1sF5V5jgHTnBTTwCQo9TjqXJy8nlCegdhCf1WQxN4eUxoTAxcGZtUQ
quinta-feira, 10 de janeiro de 2019
Ressurreição: da obscuridade à luz
A minha contribuição para o excelente dossier "Godard, Livro Aberto" n'À pala de Walsh. Obscurité: Oh, Ma Lumière!
Artigo: http://www.apaladewalsh.com/2019/01/ressurreicao-da-obscuridade-a-luz/?fbclid=IwAR1RX9wcuLrc8g-MSfRKoAmDjQi-bvdq8bdceCQA3ZtkP_WRvgCikkSh5Dg
Dossier "Godard, Livro Aberto": http://www.apaladewalsh.com/godard-livro-aberto/
quarta-feira, 9 de janeiro de 2019
terça-feira, 8 de janeiro de 2019
Jerry Paper - Like a Baby
No ípsilon da última sexta-feira, Jerry Paper, o copinho-de-leite com acento à Sinatra, a dar-nos música da boa. É rapaz, casado, adora o cor-de-rosa e usa frequentemente vestidos de mulher - esperemos que dê muitos concertos aqui e no Brasil.
"É, portanto, este “cromo” — que na capa podemos ver de flácido tronco coberto por uma camisola muito high school, caixa-de-óculos despenteado e um ovo junto ao peito (?) —, com o seu quê de “woodyallenesco”, o responsável por esse efeito paradoxal, ...de estranheza, que só nos começará a abandonar já a meio do disco, quando finalmente nos habituamos ao seu tom grave, clássico, démodé, até. Sim, um loser do liceu (Losing the game é título de uma das canções, no “game” se podendo ler “vida”) que podia ter saído do Animal House de John Landis (ou, geracionalmente mais recente, de um American Pie) com um acento à Sinatra e Dean Martin (é também interessante, por isso, imaginá-lo futuramente num registo jazz) (...)".
terça-feira, 1 de janeiro de 2019
that bad in you
(LP Ménage à Trois: Sextape Vol. 1, 2, 3, 2018)
"What makes us good is that
I always saw that bad in you"
segunda-feira, 31 de dezembro de 2018
Week-end: dos bons, só com groove
No ípsilon da passada sexta-feira, escrevo sobre o que 2019 nos poderá trazer a partir de um visionamento de Le livre d'image e, sobretudo, de Week-end, ambos de Godard.
Mas como tenho esperanças para 2019, que seja um week-end dos bons, com o groove dos australianos Poloshirt (Winston Surfshirt + Polographia) a ecoar no quarto.
Links on-line:
Hoje é sexta-feira, amanhã, Week-end? - https://www.publico.pt/2018/12/28/culturaipsilon/cronica/hoje-sextafeira-amanha-weekend-1855616
Da Austrália com Groove - https://www.publico.pt/2018/12/31/culturaipsilon/noticia/australia-groove-1855436
sábado, 29 de dezembro de 2018
quarta-feira, 26 de dezembro de 2018
olhar pela segunda vez, sempre
(The Man Who Shot Liberty Valance, 62, J. Ford / Banshun, 49, Y. Ozu)
"Mesmo quando se escolhe a vida, tem de se passar pelo cadáver do amor. Vera Miles é quem o sabe até ao fundo. No mesmo plano em que lembra ao marido as razões que tem para se sentir orgulhosa, revela-lhe que a flor do cacto fora ela quem a trouxera. Entre o jardim e o deserto, fica suspensa na curva final do comboio, movimento semelhante ao do início do filme, apenas em sentido inverso. O primeiro plano 'arrancava para a frente': o último 'puxa-nos para trás'.
(…)
Essa figura única na obra de Ford (um flashback dentro dum flashback, uma mesma sequência na multiplicidade dos pontos de vista) é muito mais do que a chave do filme, ou a revelação de quem matou Liberty Valance. É o apelo, pela primeira vez tornado explícito, a que olhemos sempre pela segunda vez, já que há sempre um fundo sob um fundo e outro ainda sob esse".
(…)
Essa figura única na obra de Ford (um flashback dentro dum flashback, uma mesma sequência na multiplicidade dos pontos de vista) é muito mais do que a chave do filme, ou a revelação de quem matou Liberty Valance. É o apelo, pela primeira vez tornado explícito, a que olhemos sempre pela segunda vez, já que há sempre um fundo sob um fundo e outro ainda sob esse".
João Bénard da Costa
segunda-feira, 24 de dezembro de 2018
domingo, 23 de dezembro de 2018
2018 - FILMES
Já foi divulgada a lista do ano do À pala de Walsh, para consultar aqui: http://www.apaladewalsh.com/2018/12/os-melhores-filmes-de-2018/?fbclid=IwAR2jSIYRPeHEhrvGyaIWQAWl6fuTUABxEQA8Wx-EH2IInIIXHxSl7GQx56o
Os 10 filmes do meu contentamento (estreias comerciais em PT apenas):
1. L’amant d’un jour (Philippe Garrel)
2. Ramiro (Manuel Mozos)
3. Cold War – Guerra Fria (Pawel Pawlikowski)
4. Phantom Thread (Paul Thomas Anderson)
5. Roma (Alfonso Cuarón)
6. Le livre d’image (Jean-Luc Godard)
7. Call Me by Your Name (Luca Guadagnino)
8. Frantz (François Ozon)
9. First Reformed (Paul Schrader)
10. Hereditary (Ari Aster)
2. Ramiro (Manuel Mozos)
3. Cold War – Guerra Fria (Pawel Pawlikowski)
4. Phantom Thread (Paul Thomas Anderson)
5. Roma (Alfonso Cuarón)
6. Le livre d’image (Jean-Luc Godard)
7. Call Me by Your Name (Luca Guadagnino)
8. Frantz (François Ozon)
9. First Reformed (Paul Schrader)
10. Hereditary (Ari Aster)
Outros filmes (estreias comerciais apenas) que levo comigo de 2018: Lean on Pete, Jusqu’à la garde, Lady Bird, Der Hauptmann, Visages villages,Three Billboards Outside Ebbing, Missouri, As Boas Maneiras, Milla, Ana, Mon Amour, Happy End, Thelma.
Tenho sentido a felicidade de, todos os anos, encontrar um filme, pelo menos, com o qual crio uma relação especial, distinta da que mantenho com todos os outros. Isso não faz dele, evidentemente, “melhor” do que os restantes; esta não é a lista dos “melhores do ano” (isso pode ser encontrado nas indiewires desta vida), mas sim, mais modestamente, a lista d' os filmes do meu contentamento. Seriações como esta são apenas isso mesmo: diários de afectos que folhearemos daqui a uns anos e que então nos remeterão para aqueles que ama(á)mos, para noites mal dormidas ou refasteladas tardes de praia, pontadas no peito cuja electricidade desce pelo tronco e faz com que a perna esquerda adopte um passo estranhamento sincopado, diferente do habitual. Em 2018, talvez pela primeira vez, nenhum filme me abraçou dessa forma. Culpa dos filmes, culpa minha? A culpa é sempre dos dois. Reterei, porém, Cleo caminhando em frente; Cleo de pé, sempre. Nunca tentando nadar, apenas caminhando, nenhuma onda capaz de a abalar – no máximo, um cabelo colado às pálpebras que uma mão rapidamente sacode. Cleo.
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