(LP Are You Ready For Love, 1976)
Da minha janela vejo o Bósforo todos os dias: divisões e correntes, agitações e marés. Tal como no homem, tal como no mundo.
quinta-feira, 9 de maio de 2019
segunda-feira, 6 de maio de 2019
the dot stands for detail
Yes, Lawd!: Anderson .Paak no ípsilon da passada sexta-feira.
"Não é que a diferença seja da água para o vinho, mas o certo é que Ventura, disco produzido no mesmo período de Oxnard (editado no ano passado), é bem claro na demarcação do terreno onde a voz e o groove do californiano melhor se movimentam".
On-line: https://www.publico.pt/2019/05/03/culturaipsilon/critica/venturoso-anderson-paak-1870994?fbclid=IwAR0Xj93xU7BQ-E01AlANBVL-EywKX6WNq2wziQEPy_-hiQdvrQ5E2pGrlpA
Levanta-te e anda
ProfJam e #FFFFFF em grande entrevista para o ípsilon.
"P: Esse verso ["A longa noite escura é gémea da manhã”] já constava da faixa “HydroGénio” ["The Big Banger Theory", 2014].
R: Exactamente. Eu gostava disso, o Yin-yang, o escuro e a luz, a tempestade e a bonança… Tudo isto é uma tentativa de ajudar as pessoas a navegar pela vida. Sempre tive uma abordagem muito positiva da religião, de querer ver o melhor dos seus ensinamentos. Hoje em dia, há certas coisas que pratico e outras que não considero importantes. E, aí, estou por minha conta e risco, sigo a minha visão das coisas. O milagre da multiplicação dos peixes, por exemplo... Em vez de se perguntar “Ah, como é que ele multiplicou os peixes?”, se calhar, podemos pensar que havia 10 peixes e 20 pessoas e não havia peixes para todos, e que a ideia é a de que cada um come meio peixe. A multiplicação serve como divisão, sendo o seu inverso… O milagre da divisão dos peixes! Sem retirar a hipótese mesmo da transformação, do milagre físico, o certo é que, mesmo que ele não tenha existido, não deixam de estar lá ensinamentos importantes para a vida".
terça-feira, 30 de abril de 2019
quarta-feira, 24 de abril de 2019
Christian Scott aTunde Adjuah: "Ancestral Recall"
Aquele a quem já chamaram do novo Miles Davis (ele respondeu-lhes com uma canção intitulada “Of A New Cool”…) não quer enterrar o jazz, mas, sim, “esticá-lo”: como um morto-vivo que, em celebratória passada, se reergue apoiado em remotos, inesperados ecos e odores. Isto não é música: é 'Strecht Music'.
No Ípsilon da última sexta, Christian Scott aTunde Adjuah a descolonizar o som com Ancestral Recall.
quarta-feira, 17 de abril de 2019
this ain't nothin' new that I'm sayin' to ya
[EP It Doesn't Matter How I Say It (It's What I Say That Matters), 1968]
"Baby, this ain't nothin' new that I'm sayin' to ya, no
It's just another way of tellin' you that I love you
Doesn't matter how I say it
It's what I say that matters
And I love you, love you, love you boy, doesn't matter how I say it"
terça-feira, 16 de abril de 2019
… não esqueço essas palavras bonitas, não… e, de repente, as sete e meia como hora para jantar definida pelos nossos avós parecem-nos o melhor dos mundos. se há coisa que tenho aprendido nos últimos anos - que têm sido também, depois de Requesende e dos passeios na cadeirinha de trás da bicicleta, os melhores da minha vida - é esta: o círculo vai-se completando, as posições vão-se invertendo, a princípio bem demarcadas, no fim - que não é fim nenhum - confundindo-se uma e outra vez. nesse movimento, sei que o cinema teve, tem, um papel essencial: deu-me perspectiva sobre o curso de tudo, reenquadrou-me, ensinou-me a ver, enfim, a big picture. estou-lhe grato por isso. resta-me devolvê-lo a quem, talvez nunca tendo aprendido isto nos filmes (talvez noutros lugares a que eu, por inépcia, não cheguei), participa nesse movimento primordial. … que quando eras pequeno e vinhas para cá, também eu tinha a minha vida e não era por isso que deixava de te fazer as batatas fritas, as festinhas na barriga…
sexta-feira, 12 de abril de 2019
segunda-feira, 8 de abril de 2019
notre univers de joie n’aura pas de fin / si tu partages mes yeux, mon cœur, mes mains
(LP Je Vous Aime…, 1981)
do me baby
(LP Do Me Baby, 1986)
os que me conhecem verdadeiramente, aqueles que me têm acompanhado mais de perto nesta afadigada jornada, não fazem a mais pálida ideia de que a minha canção preferida do Prince talvez seja a "Do Me Baby". pelos vistos, também deve ser a da Meli'sa Morgan, que a cantou e inclusivamente a levou de emprestado para o título do seu primeiro LP (86). a versão da senhora Morgan não fica, pasme-se, muito atrás da original, descontando os gritinhos orgásmicos, que aqui desaparecem - bem ou mal, ainda não estou certo - do mapa (e que, na versão do senhor Rogers, fazem do Gainsbourg e da Birkin uns meninos do coro).
sexta-feira, 5 de abril de 2019
Era uma vez / uma gata maltesa / tocava piano / e, no ípsilon de hoje, / fala à francesa

Um dos nomes mais preciosos da nouvelle vague (e o termo não é à toa...) da pop francesa tem, depois do anterior 'Filme Moi', novo EP: porta de entrada para revalorizarmos todo um património (linguístico, lírico, cultural) demasiado esquecido nos últimos anos.
A Alice et moi-même à conversa no ípsilon de hoje:
"Tudo isto para chegarmos a uma ideia central, a saber, a actual revalorização da música cantada em francês pelos próprios franceses — isto depois de, talvez nos últimos 20/30 anos, em França como em Portugal, o inglês ter gozado da hegemonia que se sabe. Além de Alice, nomes como L’Impératrice, Claire Laffut, Corine, Vendredi sur Mer (...) têm posto a música francesa também “a gostar del...a própria” (quando nos pede sugestões cá de casa, pomo-la a fumar com B Fachada). 'Há uma nova onda muito boa na pop francesa. Alguns de nós conhecem-se, sim, mas gostava de conhecer mais gente! Gosto do facto de muita gente estar, hoje, a voltar a ouvir música cantada em francês, porque antes isso não era muito ‘in’. Eu gosto tanto de cantar em francês! Sinto que estou mesmo a contar uma história a alguém, como se fosse um amigo ou o meu namorado… sem filtros, sabes?'"
quarta-feira, 3 de abril de 2019
terça-feira, 2 de abril de 2019
assustaste-te
meu amor… perguntas
ele morreu mesmo
e eu que sei a resposta
digo-te que não, meia dúzia de gritos assustados,
uma indisposição súbita que a mulher que agora vemos
ser levada em ombros por um grupo de mulheres de rosto sério,
sereno
confundiu com um ataque cardíaco.
eu nunca estudei cardiologia
sou só um falsificador de documentos
atestados de óbitos e nascenças que ordeno
consoante a sombra que as tuas pálpebras projectam:
nunca permitiria que aquele homem te morresse
ele morreu mesmo
e eu que sei a resposta
digo-te que não, meia dúzia de gritos assustados,
uma indisposição súbita que a mulher que agora vemos
ser levada em ombros por um grupo de mulheres de rosto sério,
sereno
confundiu com um ataque cardíaco.
eu nunca estudei cardiologia
sou só um falsificador de documentos
atestados de óbitos e nascenças que ordeno
consoante a sombra que as tuas pálpebras projectam:
nunca permitiria que aquele homem te morresse
segunda-feira, 1 de abril de 2019
any kind of fool could see
(LP Player, 1977)
"EntreproJodie Love 2 years ago
black folks called it soul. white people called it soft rock but we ALL was listening"
(YouTube dixit)
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