Da minha janela vejo o Bósforo todos os dias: divisões e correntes, agitações e marés. Tal como no homem, tal como no mundo.
segunda-feira, 15 de julho de 2019
notes to self
The Eyes of Orson Welles ***
Rocketman **
Linhas Tortas **
Toy Story 4 ***
Un couteau dans le coeur ****
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Él (1953, L. Buñuel) ****
quarta-feira, 10 de julho de 2019
segunda-feira, 8 de julho de 2019
pretty face
"Here's looking at you, kid!" - Deem Spencer no ípsilon da passada sexta-feira
"Quando partilhamos com ele o facto de ter sido o fundo cor-de-rosa preenchido pelo seu rosto de boneco animado ornamentado com um artificialíssimo bigode que, num primeiro momento, fixou o nosso olhar em 'Pretty Face', o menino-homem-grande de Queens, Nova Iorque, não se mostra muito surpreendido. “Esta ideia de mim próprio com um bigode falso surgiu porque, enquanto fazia o álbum, estava a passar por várias sit...uações que me faziam questionar se eu era suficientemente… ‘homem’. Queria representar-te como sendo mais homem, mais adulto”, conta ao ípsilon a partir do quarto que frequentemente funciona também como o seu bedroom studio, e de onde pontualmente ouviremos pássaros, beats e um amigo que subitamente irrompe pela conversa – “You talking to my homie??”, Deem já embaraçado a sacudi-lo".
domingo, 7 de julho de 2019
quinta-feira, 4 de julho de 2019
o teu a ir, o meu a ameaçar que vai, e nós, irmãos mais velhos, a falarmos de discos pela noite fora ao telefone, o trompetista que quer criar música nova, completamente nova; mas o novo não vale por si próprio, apenas pelo facto de ser novo. será? petulante ou não, é de um parto que o trompetista fala, vida que ele sopra furiosamente pelo não, não é fúria, festivamente, vida que ele sopra festivamente pelo cano escuro: epifania, recomeços, um hospital que desejamos converter numa única e enorme ala de obstetrícia.
quarta-feira, 3 de julho de 2019
terça-feira, 2 de julho de 2019
areia branca
no ípsilon da última sexta-feira, crónica sobre uma tarde na Sicília, terra de Stromboli, Cinema Paradiso, Il Gattopardo e... White Dog
Link: https://www.publico.pt/2019/07/01/culturaipsilon/cronica/escolhas-1877623?fbclid=IwAR1SKDZvicd0GGoz-U1fiSSr1QoC4g4c6tX172VvqYAGcpy3CL59MAepLsw
domingo, 30 de junho de 2019
palavra d'honra / honrarei a palavra todo o santo dia
“- Durante esta época [1952, ano de ‘Rancho Notorious’], costumava ver, e ainda vê, muitos westerns?
Fritz Lang: Sim. Gosto muito de westerns. Possuem uma ética bastante simples e bastante necessária. É uma ética à qual já não prestamos tanta atenção porque a crítica é muito sofisticada. Querem ignorar que amar realmente uma mulher e lutar por ela é algo verdadeiramente necessário. Quando eu estava a preparar o ‘Tigre da Índia’, discutia com o meu guionista porque eu queria que o Maharadja dissesse: ‘Se me dá a sua palavra de honra, deixo-o livre no meu palácio’. E o guionista respondeu: ‘Mas, escuta, toda a gente se vai rir. O que vale uma palavra de honra hoje?’. Admito que isto é muito triste. (Risos) Não existe hoje nenhum contrato que eu ou o meu parceiro não possamos quebrar. De nada serve isso se eu escrever cem páginas, se ele se recusar a pagar-me o dinheiro, se tiver de ir a tribunal e isso durar cinco anos. É o mesmo para mim. Se eu me recuso a executar o meu contrato, ninguém pode forçar-me. Então, é idiota. Enquanto que, se eu me comprometo com a minha palavra de honra, isso dá-me vantagem. São ideias simples, primárias, que convém repetir para os jovens, que é preciso dizer todos os anos, porque a cada ano surge uma nova geração. Vi em Berlim um filme alemão contra a guerra. As críticas foram péssimas, alegando que o filme não trazia nada de original, que ele desenvolvia temas já velhos. Mas o que é que podemos dizer de novo sobre a guerra? O importante é repetir novamente, e de novo, e de novo”.
(entrevista por J. Domarchi e J. Rivette nos Cahiers, n. 99, Setembro 1959)
sexta-feira, 28 de junho de 2019
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