Da minha janela vejo o Bósforo todos os dias: divisões e correntes, agitações e marés. Tal como no homem, tal como no mundo.
segunda-feira, 31 de agosto de 2026
A Odisseia
Enquanto espectador que não aprecia (eufemisticamente falando) grande parte dos seus filmes (não digo a totalidade porque teria de rever “Memento” e “Insomnia”), importa dizer o óbvio: o que torna “A Odisseia” o melhor filme de CN em anos, provavelmente décadas (o melhor da sua carreira?), é, ironicamente, o facto de se tratar do seu filme menos… “Nolan”. CN sempre foi um cineasta da narrativa (nada contra isso), mas, curiosamente, um péssimo cineasta da narrativa: raramente logra contar uma simples história de forma cativante e escorreita, invariavelmente a complicando com truques e mecanismos que, sob o pretexto de uma alegada “complexidade”, tornam a acção pesada, estafante, aborrecidíssima (“Tenet”, um dos piores filmes que tive o desprazer de alguma vez ver, talvez seja disso o expoente máximo). Acrescem, naturalmente, a grandiloquência e a solenidade balofas, perfeitamente vazias, frequentemente glicodoces (“Interstellar”), mas que, por diversas razões (que agora não releva desenvolver), criam a aparência de “profundidade” nos seus fãs. CN é, ele sim, o verdadeiro cineasta “Pseudo” – para utilizar o termo de eleição que o fã médio de CN (para quem “os críticos” são um bando de snobes investido na função de denegrir os seus filmes favoritos) dispara contra tudo que não se conforme aos seus homogeneizados gostos.
segunda-feira, 17 de agosto de 2026
Creta1
Ensaio para ciclo de cinema Mel Brooks
Já está disponível para leitura e download o Ensaio (excerto abaixo) que integrou o dossier do ciclo “Rir, apesar de tudo! O cinema politicamente indiscreto de Mel Brooks”, que programei em Julho para a Casa Comum da Universidade do Porto. Boas leituras e bons filmes!
Link: RIR, APESAR DE TUDO! O CINEMA POLITICAMENTE INDISCRETO DE MEL BROOKS | Ciclo de Cinema – Casa Comum
Vemo-nos gregos