This is the day
Your life will surely change
This is the day
Your life will surely change...
(Opera, 1987, D. Argento)
(Benedetta, 2021, P. Verhoeven)
quarta-feira, 24 de novembro de 2021
Isto às vezes parece um pesadelo
E não disse mais nada. Beijo-lhe a cabeça. Isto. Os beijos do cumprimento da praxe ou um abraço eram coisas que até esse momento jamais havíamos trocado.
Halloween *** A Ilha de Bergman *** Três Andares **** O Menino da Ama *** Mulheres de Ginza *** Cada um na sua cova **** A Noite Passada em Soho *** ------------------------------------- Metáfora ou a tristeza virada do avesso *
Re-Animator ** Tokyo Giants **** As Estátuas Também Morrem *** A Story for the Modlins *** O Auge do Humano *** O Som em Redor ***
La Noire de... ***
(Last Night In Soho, 2021, E. Wright)
terça-feira, 16 de novembro de 2021
Estereoscópio original do século XIX.
segunda-feira, 15 de novembro de 2021
A descoroçoante cena final de O Menino da Ama (1955, Tomotaka Tasaka) bem joga com a dualidade que o filme, subtilmente, vai estabelecendo entre campo/cidade (num filme pretensamente "político" feito hoje, seria algo da ordem do grito, maniqueísta e demagógico). Na cidade, Hatsu, a Ama, chega para ser, como a sua boca não se cansa de articular, “criada”, “para servir”. E, porém, durante largos minutos, não consegue entrar na casa-fortaleza dos patrões (algum humor aqui, esboço de uma comédia de enganos malgré tout...). É rejeitada, as portas não se lhe abrem; desprezo, indiferença, ofensa são os cartões de visita (o miúdo cumprimenta-a com um tiro de fisga...). Veio para servir e, todavia, não lho permitem, retorcida proibição de vassalagem que só a prepotência concede. Mais tarde, quando o miúdo parte em busca da Ama até à sua distante e agreste aldeia (Akita), as portas estão escancaradas de carinho e atenção (ainda a vassalagem, o culto da tradição e da hierarquia, extensível, como é sabido, às relações de trabalho no arquétipo da empresa japonesa do pós-guerra). As diferenças de uma e outro no acto de penetração em território desconhecido fica por demais evidente (isto é, resultam da mise-en-scène, nunca são “ditas”, outra das qualidades que um filme de hoje em dia não tem inteligência para exercitar). E não só: na cidade, pais desatentos, distantes, e seus filhos mimados, a figura masculina dominante; em Akita, o clã sob tutela matriarcal (contrariando-se a ideia do urbano como lugar “progressista” de uma maior igualdade entre homens e mulheres), miúdos e graúdos em franca cumplicidade.
… Nessa última visita ao miúdo na escola, Hatsu não lhe diz ao que vem. Não se despede. O miúdo, depois de tudo o que viveu com e por ela, não se abstém de a destratar. Novamente. “Se não tinhas nada de especial para dizer, não valia a pena teres vindo”. A classe exploradora (a patroa, tacanha, não se abstém de tirar o mais que consegue da criada pagando-lhe o menos possível) não muda; ou melhor, e como já ouvimos noutros filmes, é preciso que as coisas mudem para que tudo fique na mesma. Uma tomada de consciência, um desencanto resignado com a torpeza das relações humanas naquele pátio de escola árido, vazio do buliço das crianças. Mas, em verdade, não apenas isso (ou não apenas a classe exploradora que não muda...): também o reconhecimento de uma certa dose de responsabilidade da Ama – da “Vítima” – na perpetuação do status quo, visível no modo perfeitamente inexplicável, perfeitamente absurdo, como se abstém de esclarecer o motivo para o casaco do marido da patroa estar no armário do seu quarto (facto que a patroa toma como roubo).
Mas ainda sobre o miúdo na escola… Talvez não... Quiçá tenha justamente pressentido (ou ouvido das conversas dos pais) que se tratava da derradeira despedida e, em negação, finge, "representa" o seu papel (o que lhe cabe na hierarquia social), joga o jogo para ignorar a realidade… Como se, resgatando a sua original posição de superioridade e subjugação, enfim dissesse: Não, não te autorizo a partir, preciso de ti...
"Baby was a black sheep baby was a whore Baby got big and baby get bigger Baby get something baby get more Baby baby baby was a rock n roll nigger Oh look around you all around you Riding on a copper wave Do you like the world around youAre you
ready to behave Outside of society they're waitin for me Outside of society that's where I want to
be Lenny! Baby was a black sheep baby was a whore You know she got big. Well she's gonna get
bigger Baby got a hand got a finger on the trigger Baby baby baby is a rock n roll nigger Outside of society that's where I want to
be Outside of society they're waitin for me Those who have suffered understand
suffering And thereby extend their hand The storm that brings harm Also makes fertile blessed is the grass And herb and the true thorn and light I was lost in a valley of pleasure I was lost in the infinite sea I was lost and measure for measure Love spewed from the heart of me I was lost and the cost And the cost didn't matter to me I was lost and the cost Was to be outside society Jimi Hendrix was a nigger Jesus Christ and Grandma too Jackson Pollock was a nigger Nigger nigger nigger nigger Nigger nigger nigger Outside of society they're waitin' for me Outside of society if you're looking That's where you'll find me Outside of society they're waitin for me"
quarta-feira, 3 de novembro de 2021
(Re-Animator, 1985, Stuart Gordon)
(LP The Secret of Association, 1984, Paul Young)
terça-feira, 2 de novembro de 2021
"«Corre por aí, é certo», prosseguiu, «uma teoria que diz que amar é andar em procura da sua própria metade... Mas o que a minha teoria diz é que não há amor de uma metade ou de um todo - a não ser, evidentemente, que por acaso se trate do Bem! Pelo contrário, as pessoas consentem até em amputar os seus pés e as suas próprias mãos se virem que essas partes do corpo lhes são nocivas... Não, o que cada pessoa estima não é, creio, o que faz parte de si (a menos que por 'aparentado' e 'parte de si' se entenda o Bem e o mal, como alheio...), dado que aquilo que os homens amam de verdade não é outra coisa senão o Bem. Ou não achas que é isso?»".
Here go all your problems again (I thank God) Three, two, one, you're pinned (I thank God) Uncle now he back in the pen' (Hallelujah) Auntie shut down again Did she finally come to life? (Thank you,
Jesus) Ever wish you had another life? Ever wish you had another life? Ever wish you had another life? Don't you wish the night would go numb? I've been feelin' low for so long I ain't had a high in so long I been in the dark for so long Night is always darkest 'fore the dawn Gotta make my mark 'fore I'm gone I don't wanna die alone I don't wanna die alone I get mad when she gone Mad when she home Sad when she gone Mad when she home Sad when she gone (Loosen right now, the
spirit that wants to run) Floatin' on a silver lining (In the name of
Jesus) Yeah, you know where to find me, ridin' on a
silver lining And my God won't deny me, tell the Devil,
"Get behind me" And all the stars are aligned, lift me up
every time You know exactly where to find me
Hallelujah (Thank you, Jesus) Hallelujah (Yes) Hallelujah... Did those ideas ever really come to life? Make it all come to life Make it all come to life Prayin' for a change in your life Well, maybe it's gon' come tonight Sadness settin' in again Three, two, one, you're pinned Uncle right back in the pen' Tell me how auntie been Took your thoughts and penciled 'em in Should've wrote 'em down in pen And maybe they'll come to life And maybe they'll come to life Sadness settin' in again Three, two, one, you're pinned Uncle right back to the pen' Tell me how auntie been Thoughts, you had penciled 'em in Probably should've wrote 'em in pen And maybe they'll come to life They could finally come to life They could finally come to life You know where to find me, they cannot define
me So they crucify me, how so fazed when I leave? Come and purify me, come and sanctify me You the air that I breathe, the
ultra-ultralight beam Brought a gift to Northie, all she want was
Nikes This is not about me, God is still alive, so
I'm free Floatin' on a silver lining, floatin' on a
silver lining So when I'm free, I'm free