terça-feira, 21 de maio de 2019





(LP Toto, 1978)


"It's not your situation
I just need contemplation over you
I'm not so systematic
It's just that I'm an addict for your love"

night sketches




São frequentemente incluídos numa nova vaga da música popular francesa, embora não acreditem nela – talvez porque já estejam demasiado ocupados a fazer música feliz para o zeitgeist sombrio. Há pouca gente a falhar com tanto charme quanto Armand e Ulysse, os dois da vira airada que compõem os Papooz.
 
No Ípsilon da passada sexta, à conversa com os Papooz em torno do seu novo LP Night Sketches
 

quarta-feira, 15 de maio de 2019

man on the moon






(Alexander Nevsky, 1938, S. Eisenstein)

terça-feira, 14 de maio de 2019

L.O.V.E.




(LP You Can't Hide Your Love Forever, 1982)



"a walk down Main street
an apple that's so sweet
something that can't be beat
it's strange to me"

Não Consegues Criar O Mundo Duas Vezes - na TV

 
[Cartaz: José Vaz]
 
 
O filme que realizei com a Catarina David em 2017 tem 7 vidas: depois dos festivais e de ter estado em exibição no Cinema Trindade, vai agora poder ser visto na caixinha lá de casa.
 
Estreia hoje, às 22h, no TVCINE 2, e repete no dia 1 Junho (sábado), pelas 13h.
 
Porto's Hip-Hop History Will Be Televised
 
 

segunda-feira, 13 de maio de 2019

"L.E.V." no ípsilon




L.E.V. - Livre e Espontânea Vontade, de Praso, no ípsilon da passada sexta-feira

"Contas feitas, se nós, terminada a escuta de L.E.V., dissermos que nos sabe a pouco, que isso não impeça ninguém de atentar no disco (só aquele trocadilho com a “Duia” dos Da Weasel seguido do pronunciar “Baby, Baby” à Biggie em “Quasar” vale a atenção ao disco) mas, sobretudo, de mergulhar nos anteriores – é uma das formas de, pelo meio do refugo que vem sendo sofregamente vendido por promotores como bandeira do “espantoso momento do hip-hop português”, encontrar o que de realmente espantoso ele encerra. Uma boa parte dele não está nos festivais, mas continua a estar onde interessa: nos discos".

On-line: https://www.publico.pt/2019/05/11/culturaipsilon/critica/tarde-demais-re-descobrir-praso-1871914?fbclid=IwAR0DyFf_Kw7qslFT9a_mBs8hnEpQZLYDyazozxWjBhMBSPkwmtsvHPuBtxc

IndieLisboa '19 (2)

 
 


picture me SWIMMING

IndieLisboa '19




Tarde muito bonita a de um sábado de há umas semanas atrás (dia 4 Maio), em que o meu novo filme O DESPISTE estreou na competição "Novíssimos" do IndieLisboa. Muito feliz por ter visto lá rostos de sempre, de anos mais recentes, inclusivamente de gente que conheci, ali mesmo, pela primeira vez para lá do ecrã do computador. Aconteceu na sala Manoel de Oliveira - que, corredor de automóveis como foi, quero acreditar também ter lá passado para dar uma olhadela. Que bem que se esteve no cinema, ó Adelaide.

Cartaz por Eduardo Romão


O DESPISTE (2019), um filme de Francisco Noronha
Escrito, montado e realizado por: Francisco Noronha
Câmara e pós-produção de imagem: Catarina David
Assistente de montagem: Inês Petiz Viana
Pós-produção de som: João Almeida
Música original: Catarina Sá
Voz: Nuno Sanches
Grafismo: Eduardo Romão
Uma produção A Bunch of Kids

sexta-feira, 10 de maio de 2019

notes to self

Hotel Império **
Chuva É Cantoria Na Aldeia dos Mortos ***
Beach Bum ***
Diamantino **
Kursk *
Touch Me Not *
Us ***
Glass ***
Greta *
A Favorita ***

quinta-feira, 9 de maio de 2019




 
(LP Are You Ready For Love, 1976)

segunda-feira, 6 de maio de 2019

rare lady




(LP Midnight Lady, 1976, Rare Earth)

the dot stands for detail



Yes, Lawd!: Anderson .Paak no ípsilon da passada sexta-feira.

"Não é que a diferença seja da água para o vinho, mas o certo é que Ventura, disco produzido no mesmo período de Oxnard (editado no ano passado), é bem claro na demarcação do terreno onde a voz e o groove do californiano melhor se movimentam".

On-line: https://www.publico.pt/2019/05/03/culturaipsilon/critica/venturoso-anderson-paak-1870994?fbclid=IwAR0Xj93xU7BQ-E01AlANBVL-EywKX6WNq2wziQEPy_-hiQdvrQ5E2pGrlpA

Levanta-te e anda



ProfJam e #FFFFFF em grande entrevista para o ípsilon.

"P: Esse verso ["A longa noite escura é gémea da manhã”] já constava da faixa “HydroGénio” ["The Big Banger Theory", 2014].

R: Exactamente. Eu gostava disso, o Yin-yang, o escuro e a luz, a tempestade e a bonança… Tudo isto é uma tentativa de ajudar as pessoas a navegar pela vida. Sempre tive uma abordagem muito positiva da religião, de querer ver o melhor dos seus ensinamentos. Hoje em dia, há certas coisas que pratico e outras que não considero importantes. E, aí, estou por minha conta e risco, sigo a minha visão das coisas. O milagre da multiplicação dos peixes, por exemplo... Em vez de se perguntar “Ah, como é que ele multiplicou os peixes?”, se calhar, podemos pensar que havia 10 peixes e 20 pessoas e não havia peixes para todos, e que a ideia é a de que cada um come meio peixe. A multiplicação serve como divisão, sendo o seu inverso… O milagre da divisão dos peixes! Sem retirar a hipótese mesmo da transformação, do milagre físico, o certo é que, mesmo que ele não tenha existido, não deixam de estar lá ensinamentos importantes para a vida".

terça-feira, 30 de abril de 2019

quando alguém finalmente falou terminando o jogo e as vozes se sobrepuseram enfim aos zumbidos, ao restolhar das ervas

ele disse

repararam que pouco depois de nos calarmos o sol
apareceu

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Christian Scott aTunde Adjuah: "Ancestral Recall"



Aquele a quem já chamaram do novo Miles Davis (ele respondeu-lhes com uma canção intitulada “Of A New Cool”…) não quer enterrar o jazz, mas, sim, “esticá-lo”: como um morto-vivo que, em celebratória passada, se reergue apoiado em remotos, inesperados ecos e odores. Isto não é música: é 'Strecht Music'.
 
No Ípsilon da última sexta, Christian Scott aTunde Adjuah a descolonizar o som com Ancestral Recall.
 
 

quarta-feira, 17 de abril de 2019

this ain't nothin' new that I'm sayin' to ya


 
 
[EP It Doesn't Matter How I Say It (It's What I Say That Matters), 1968]



"Baby, this ain't nothin' new that I'm sayin' to ya, no
It's just another way of tellin' you that I love you
Doesn't matter how I say it
It's what I say that matters
And I love you, love you, love you boy, doesn't matter how I say it"

terça-feira, 16 de abril de 2019

… não esqueço essas palavras bonitas, não… e, de repente, as sete e meia como hora para jantar definida pelos nossos avós parecem-nos o melhor dos mundos. se há coisa que tenho aprendido nos últimos anos - que têm sido também, depois de Requesende e dos passeios na cadeirinha de trás da bicicleta, os melhores da minha vida - é esta: o círculo vai-se completando, as posições vão-se invertendo, a princípio bem demarcadas, no fim - que não é fim nenhum - confundindo-se uma e outra vez. nesse movimento, sei que o cinema teve, tem, um papel essencial: deu-me perspectiva sobre o curso de tudo, reenquadrou-me, ensinou-me a ver, enfim, a big picture. estou-lhe grato por isso. resta-me devolvê-lo a quem, talvez nunca tendo aprendido isto nos filmes (talvez noutros lugares a que eu, por inépcia, não cheguei), participa nesse movimento primordial. … que quando eras pequeno e vinhas para cá, também eu tinha a minha vida e não era por isso que deixava de te fazer as batatas fritas, as festinhas na barriga…

sexta-feira, 12 de abril de 2019

your sunny / funny / face

 






(Funny Face, 1957, Stanley Donen)