quinta-feira, 13 de junho de 2019

now that I found you



 

 
(LP From The Foundations, 1967)


terça-feira, 11 de junho de 2019

bom filho à casa torna, não é o que se diz? as dores de barriga que nunca ninguém soube explicar, que nos obrigavam a aumentar o volume do rádio ao impensável e, no limite do desespero, a parar o carro e sair para a rua por uns minutos, essas dores parecem ter-te subido pelo corpo, acompanhado o crescimento dos membros, instalaram-se na cabeça... moem o juízo, não é o que se diz. entranhas eram e entranhas continuam a ser. ó se moem. o pai que andava contigo para todo o lado está de novo com o seu bebé, embalando, atenuando-lhe as dores, a única diferença em quem agora conduz o carro. ciclos, não é o que se diz... também este terá o seu fim, voltarás, sem dares por isso, a colocar pedras no pão da professora, meu querido








(Dirty Harry, 1971, Don Siegel)

sexta-feira, 7 de junho de 2019

heart to heart




(LP Here Comes The Cowboy, 2019)


07-09-2018.

"Mac DeMarco recently stated in an interview with Entertainment Weekly that this track is a tribute to Mac Miller, who was a close friend of his. 'We had this strange history, and then we became really close, and I was going over to his place multiple times a week, up until the point that he passed away'".

 
"To all the days we were together...

To all the time we were apart
Of each other's lives, heart to heart
And so I had a late arrival
So we never saw the start
Of each other's lives, heart to heart"



you'll be waving, not drowning, my beloved


 
Not Waving, but Drowning - inscrição que, retirada de um doloroso poema da escritora inglesa Stevie Smith, não deixa de rimar com o título e o universo lírico do derradeiro álbum do malogrado Mac Miller, de quem Carner é geracionalmente muito próximo - esta sexta-feira no ípsilon e dia 11 de Julho no Alive.
 
 
“Dear Jean”, cantada por Carner e dedicada à mãe, tem, em “Dear Ben”, “palavreada” por esta última, o seu reverso: na primeira, o filho anuncia à mãe, em jeito epistolar, que irá sair de casa (literal e simbolicamente) para viver com a amada (“She's not behind me or behind you / But beside we and beside two (…) / So one night I'll be saying ‘I do’ / To a girl that can read my mind too”); na segunda, a mãe responde ao remetente: “I've watched you grow, from first kick, to first kiss / Watched you hold your own from boy to man (…) / As you stand firm, bare and bold, not afraid to walk alone [discreta referência ao hino do Liverpool de que Carner é um entusiasta adepto] / For I've gained a daughter / I've not lost a son”. Entre uma e outra (a principiar e a fechar o disco, tal como Yesterday’s Gone encerrava já com a mãe de Carner em modo versejador), a passagem do tempo, a vida que se vai fazendo, num diarístico e tocante registo que tanto traz à memória as confissões de Adrian Mole como o miúdo do Boyhood de Richard Linklater".

Link: https://www.publico.pt/2019/06/07/culturaipsilon/critica/velho-jovem-loyle-1874973

quinta-feira, 6 de junho de 2019

o bem

"Ayo, Mamma
Obrigado à vida que me deste
Ayo, Pappa
Eu sei bem o quanto tu sofreste

 
Lembro-me da minha cota
Sempre ter 'tado lá para mim
Vocês sabem que… Se me conhecem...
Ya, mas… A dica é tipo
Este sonho não é só meu
Sei que a minha mãe reza todos os dias por mim
E eu oiço e prezo
God is telling to me everyday
And he tells me that

O meu pai reza por mim, a minha mãe reza por mim
A minha irmã reza por mim, a minha avó reza por mim

And that's it boy…
Listen to the higher power!
 
Ouve quem pede o bem por ti
Pede o bem pelos outros
That's the motherfucking lesson, man…


(Antes de eu morrer, eu vou pôr-te a viver!)"


("À Vontade", ProfJam)


Porto, 6 de Junho de 2019.

terça-feira, 4 de junho de 2019



(The Favourite, 2018, Y. Lanthimos)

segunda-feira, 3 de junho de 2019









(Opening Night, 1977, J. Cassavetes)

sexta-feira, 31 de maio de 2019

desiderata




(Det sjunde inseglet / O Sétimo Selo, 1957, I. Bergman)

segunda-feira, 27 de maio de 2019






(Grand Central, Rebecca Zlotowski, 2013)

“Vou para Lisboa!”



(The State of Things Redux, 2019, W. Wenders / Ligares, Abril 2019)



7-05-2019




(LP Macadelic, 2012)


7-09-2018 - ou dar aos braços, que a maré vai levantar e descer e levantar

"You take away the pain and I thank you for that
If I ever get the chance, bet I'm paying you back
I'mma be waiting for that
I'mma be waiting for that"

while I'm down here on this Earth





(LP Any Way You Like It, 1976)

shea butter baby




no ípsilon da passada sexta-feira, a propósito de Shea Butter Baby, belo LP de estreia de Ari Lennox, deixo a sugestão (desejo) para que os senhores promotores a tragam cá a breve trecho – e se escrevo “olhando para a programação de concertos dos próximos meses” (e não “para a programação de festivais de Verão”), é porque gostava de assistir a um concerto seu como foi o de Toro y Moi na semana passada no Porto:

um concerto em que as pessoas estão realmente lá para ver um músico em concreto, sem estarem à espera do que vem “a seguir” (a ânsia, sempre), sem consultarem o papelinho ou a “app” para ver o que está a acontecer em simultâneo nos setenta e quatro palcos em redor, sem mastigarem o prego gourmet enquanto conversam sobre as chatices do escritório porque nem estão ali para ver “este gajo, mas o que toca às 23h15 no palco trinaranjus”, etc., etc. um concerto em que rarearam (efectivamente!) os telemóveis no ar e em que houve tempo para o que um espectáculo ao vivo deve ser: intenso, concentrado, divertido, envolvente. casais abracadinhos, gente sozinha a dançar, grupos em histeria (entoando a "Freelance", "pa pa pa pa ra, pa pa pa pa ra ra", como se de um hino de estádio de futebol se tratasse), tipos silenciosos a observar tudo com muita atenção, enfim, um concerto “normal” com pessoas “normais” (impossível descortinar uma ou várias “ondas”, parecia só gente que por um dia se tinha esquecido de levar os adereços de sinalização grupal). e que bom que foi... de concertos “incríveis” já está, como é sabido, o inferno cheio. depois de uma primeira parte esquecível (erika de casier), chaz, sem prolongar demasiado o suspense, entrou a horas decentes (22h quase e 30) para um concerto sólido, charmoso, seguro (os únicos momentos menos bons quando a bateria se lembrava de acelerar sem motivo aparente, escangalhando a orquestração). talvez demasiado eficiente, é certo, mas, novamente, um espectáculo justo, “normal”, sem artificialismos de ocasião (“best audience in the world”, veejaying estéril, etc.), muito bem tocado sob a batuta de chaz no korg. ficou, claro, a impressão de que foi curto, de que se poderia ficar lá horas e horas, que chaz tem repertório para toda uma noite e seus diferentes moods, do disco funk vivaço ao psicadelismo mais negro, “technado” mesmo, para tocar das 5h da manhã em diante. tocou a “Freelance” duas vezes seguidas só porque sim (“- you wanna do it twice?” – “yeaaaaahhh”; - “okay, fuck it, let’s do it”) e despediu-se com a “Rose Quartz” sem concessões (“we don’t make that encore thang anymore”) e sem pingo de sobranceria. belo concerto, sem bullshit, só música e emoções.

quinta-feira, 23 de maio de 2019

notes to self

A Favorita ***
Sinónimos **
Extremamente Perverso, Escandalosamente Cruel e Vil **
3 Rostos ***

quarta-feira, 22 de maio de 2019

yesterday's




(LP On The Way To The Sky, 1981)



"Yesterday's songs
Don't seem to belong
They're here and they're gone
Yesterday's moves
Don't stay in the grooves
They keep moving on"



(LP Do You Believe In Magic, 1965)

terça-feira, 21 de maio de 2019





(LP Toto, 1978)


"It's not your situation
I just need contemplation over you
I'm not so systematic
It's just that I'm an addict for your love"

night sketches




São frequentemente incluídos numa nova vaga da música popular francesa, embora não acreditem nela – talvez porque já estejam demasiado ocupados a fazer música feliz para o zeitgeist sombrio. Há pouca gente a falhar com tanto charme quanto Armand e Ulysse, os dois da vira airada que compõem os Papooz.
 
No Ípsilon da passada sexta, à conversa com os Papooz em torno do seu novo LP Night Sketches
 

quarta-feira, 15 de maio de 2019

man on the moon






(Alexander Nevsky, 1938, S. Eisenstein)

terça-feira, 14 de maio de 2019

L.O.V.E.




(LP You Can't Hide Your Love Forever, 1982)



"a walk down Main street
an apple that's so sweet
something that can't be beat
it's strange to me"

Não Consegues Criar O Mundo Duas Vezes - na TV

 
[Cartaz: José Vaz]
 
 
O filme que realizei com a Catarina David em 2017 tem 7 vidas: depois dos festivais e de ter estado em exibição no Cinema Trindade, vai agora poder ser visto na caixinha lá de casa.
 
Estreia hoje, às 22h, no TVCINE 2, e repete no dia 1 Junho (sábado), pelas 13h.
 
Porto's Hip-Hop History Will Be Televised
 
 

segunda-feira, 13 de maio de 2019

"L.E.V." no ípsilon




L.E.V. - Livre e Espontânea Vontade, de Praso, no ípsilon da passada sexta-feira

"Contas feitas, se nós, terminada a escuta de L.E.V., dissermos que nos sabe a pouco, que isso não impeça ninguém de atentar no disco (só aquele trocadilho com a “Duia” dos Da Weasel seguido do pronunciar “Baby, Baby” à Biggie em “Quasar” vale a atenção ao disco) mas, sobretudo, de mergulhar nos anteriores – é uma das formas de, pelo meio do refugo que vem sendo sofregamente vendido por promotores como bandeira do “espantoso momento do hip-hop português”, encontrar o que de realmente espantoso ele encerra. Uma boa parte dele não está nos festivais, mas continua a estar onde interessa: nos discos".

On-line: https://www.publico.pt/2019/05/11/culturaipsilon/critica/tarde-demais-re-descobrir-praso-1871914?fbclid=IwAR0DyFf_Kw7qslFT9a_mBs8hnEpQZLYDyazozxWjBhMBSPkwmtsvHPuBtxc

IndieLisboa '19 (2)

 
 


picture me SWIMMING

IndieLisboa '19




Tarde muito bonita a de um sábado de há umas semanas atrás (dia 4 Maio), em que o meu novo filme O DESPISTE estreou na competição "Novíssimos" do IndieLisboa. Muito feliz por ter visto lá rostos de sempre, de anos mais recentes, inclusivamente de gente que conheci, ali mesmo, pela primeira vez para lá do ecrã do computador. Aconteceu na sala Manoel de Oliveira - que, corredor de automóveis como foi, quero acreditar também ter lá passado para dar uma olhadela. Que bem que se esteve no cinema, ó Adelaide.

Cartaz por Eduardo Romão


O DESPISTE (2019), um filme de Francisco Noronha
Escrito, montado e realizado por: Francisco Noronha
Câmara e pós-produção de imagem: Catarina David
Assistente de montagem: Inês Petiz Viana
Pós-produção de som: João Almeida
Música original: Catarina Sá
Voz: Nuno Sanches
Grafismo: Eduardo Romão
Uma produção A Bunch of Kids

sexta-feira, 10 de maio de 2019

notes to self

Hotel Império **
Chuva É Cantoria Na Aldeia dos Mortos ***
Beach Bum ***
Diamantino **
Kursk *
Touch Me Not *
Us ***
Glass ***
Greta *

quinta-feira, 9 de maio de 2019




 
(LP Are You Ready For Love, 1976)

segunda-feira, 6 de maio de 2019

rare lady




(LP Midnight Lady, 1976, Rare Earth)

the dot stands for detail



Yes, Lawd!: Anderson .Paak no ípsilon da passada sexta-feira.

"Não é que a diferença seja da água para o vinho, mas o certo é que Ventura, disco produzido no mesmo período de Oxnard (editado no ano passado), é bem claro na demarcação do terreno onde a voz e o groove do californiano melhor se movimentam".

On-line: https://www.publico.pt/2019/05/03/culturaipsilon/critica/venturoso-anderson-paak-1870994?fbclid=IwAR0Xj93xU7BQ-E01AlANBVL-EywKX6WNq2wziQEPy_-hiQdvrQ5E2pGrlpA

Levanta-te e anda



ProfJam e #FFFFFF em grande entrevista para o ípsilon.

"P: Esse verso ["A longa noite escura é gémea da manhã”] já constava da faixa “HydroGénio” ["The Big Banger Theory", 2014].

R: Exactamente. Eu gostava disso, o Yin-yang, o escuro e a luz, a tempestade e a bonança… Tudo isto é uma tentativa de ajudar as pessoas a navegar pela vida. Sempre tive uma abordagem muito positiva da religião, de querer ver o melhor dos seus ensinamentos. Hoje em dia, há certas coisas que pratico e outras que não considero importantes. E, aí, estou por minha conta e risco, sigo a minha visão das coisas. O milagre da multiplicação dos peixes, por exemplo... Em vez de se perguntar “Ah, como é que ele multiplicou os peixes?”, se calhar, podemos pensar que havia 10 peixes e 20 pessoas e não havia peixes para todos, e que a ideia é a de que cada um come meio peixe. A multiplicação serve como divisão, sendo o seu inverso… O milagre da divisão dos peixes! Sem retirar a hipótese mesmo da transformação, do milagre físico, o certo é que, mesmo que ele não tenha existido, não deixam de estar lá ensinamentos importantes para a vida".

terça-feira, 30 de abril de 2019

quando alguém finalmente falou terminando o jogo e as vozes se sobrepuseram enfim aos zumbidos, ao restolhar das ervas

ele disse

repararam que pouco depois de nos calarmos o sol
apareceu

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Christian Scott aTunde Adjuah: "Ancestral Recall"



Aquele a quem já chamaram do novo Miles Davis (ele respondeu-lhes com uma canção intitulada “Of A New Cool”…) não quer enterrar o jazz, mas, sim, “esticá-lo”: como um morto-vivo que, em celebratória passada, se reergue apoiado em remotos, inesperados ecos e odores. Isto não é música: é 'Strecht Music'.
 
No Ípsilon da última sexta, Christian Scott aTunde Adjuah a descolonizar o som com Ancestral Recall.
 
 

quarta-feira, 17 de abril de 2019

this ain't nothin' new that I'm sayin' to ya


 
 
[EP It Doesn't Matter How I Say It (It's What I Say That Matters), 1968]



"Baby, this ain't nothin' new that I'm sayin' to ya, no
It's just another way of tellin' you that I love you
Doesn't matter how I say it
It's what I say that matters
And I love you, love you, love you boy, doesn't matter how I say it"

terça-feira, 16 de abril de 2019

… não esqueço essas palavras bonitas, não… e, de repente, as sete e meia como hora para jantar definida pelos nossos avós parecem-nos o melhor dos mundos. se há coisa que tenho aprendido nos últimos anos - que têm sido também, depois de Requesende e dos passeios na cadeirinha de trás da bicicleta, os melhores da minha vida - é esta: o círculo vai-se completando, as posições vão-se invertendo, a princípio bem demarcadas, no fim - que não é fim nenhum - confundindo-se uma e outra vez. nesse movimento, sei que o cinema teve, tem, um papel essencial: deu-me perspectiva sobre o curso de tudo, reenquadrou-me, ensinou-me a ver, enfim, a big picture. estou-lhe grato por isso. resta-me devolvê-lo a quem, talvez nunca tendo aprendido isto nos filmes (talvez noutros lugares a que eu, por inépcia, não cheguei), participa nesse movimento primordial. … que quando eras pequeno e vinhas para cá, também eu tinha a minha vida e não era por isso que deixava de te fazer as batatas fritas, as festinhas na barriga…

sexta-feira, 12 de abril de 2019

your sunny / funny / face

 






(Funny Face, 1957, Stanley Donen)

segunda-feira, 8 de abril de 2019

notre univers de joie n’aura pas de fin / si tu partages mes yeux, mon cœur, mes mains



 
 
(LP Je Vous Aime…, 1981)

do me baby




(LP Do Me Baby, 1986)


os que me conhecem verdadeiramente, aqueles que me têm acompanhado mais de perto nesta afadigada jornada, não fazem a mais pálida ideia de que a minha canção preferida do Prince talvez seja a "Do Me Baby". pelos vistos, também deve ser a da Meli'sa Morgan, que a cantou e inclusivamente a levou de emprestado para o título do seu primeiro LP (86). a versão da senhora Morgan não fica, pasme-se, muito atrás da original, descontando os gritinhos orgásmicos, que aqui desaparecem - bem ou mal, ainda não estou certo - do mapa (e que, na versão do senhor Rogers, fazem do Gainsbourg e da Birkin uns meninos do coro).

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Era uma vez / uma gata maltesa / tocava piano / e, no ípsilon de hoje, / fala à francesa

 
 
 
Um dos nomes mais preciosos da nouvelle vague (e o termo não é à toa...) da pop francesa tem, depois do anterior 'Filme Moi', novo EP: porta de entrada para revalorizarmos todo um património (linguístico, lírico, cultural) demasiado esquecido nos últimos anos.

A Alice et moi-même à conversa no ípsilon de hoje:
 
"Tudo isto para chegarmos a uma ideia central, a saber, a actual revalorização da música cantada em francês pelos próprios franceses — isto depois de, talvez nos últimos 20/30 anos, em França como em Portugal, o inglês ter gozado da hegemonia que se sabe. Além de Alice, nomes como L’Impératrice, Claire Laffut, Corine, Vendredi sur Mer (...) têm posto a música francesa também “a gostar del...a própria” (quando nos pede sugestões cá de casa, pomo-la a fumar com B Fachada). 'Há uma nova onda muito boa na pop francesa. Alguns de nós conhecem-se, sim, mas gostava de conhecer mais gente! Gosto do facto de muita gente estar, hoje, a voltar a ouvir música cantada em francês, porque antes isso não era muito ‘in’. Eu gosto tanto de cantar em francês! Sinto que estou mesmo a contar uma história a alguém, como se fosse um amigo ou o meu namorado… sem filtros, sabes?'"

 

quarta-feira, 3 de abril de 2019



 
 
 
(LP Hamilton, Joe Frank & Reynolds, 1971)

terça-feira, 2 de abril de 2019

assustaste-te meu amor… perguntas
ele morreu mesmo
e eu que sei a resposta
digo-te que não, meia dúzia de gritos assustados,
uma indisposição súbita que a mulher que agora vemos
ser levada em ombros por um grupo de mulheres de rosto sério,
sereno
confundiu com um ataque cardíaco.

eu nunca estudei cardiologia
sou só um falsificador de documentos
atestados de óbitos e nascenças que ordeno
consoante a sombra que as tuas pálpebras projectam:
nunca permitiria que aquele homem te morresse

segunda-feira, 1 de abril de 2019

blues pra bia




(Chuva É Cantoria na Aldeia dos Mortos, 2018, J. Salaviza e R. N. Messora)




(Chuva É Cantoria na Aldeia dos Mortos, 2018, J. Salaviza e R. N. Messora)

any kind of fool could see



 
(LP Player, 1977)






"EntreproJodie Love 2 years ago

black folks called it soul. white people called it soft rock but we ALL was listening"



(YouTube dixit)

femme est la nuit








(LP Amoureuse De La Vie, 1976)



(Identificazione di una donna, 1982, M. Antonioni)

I saw you from way back when


 
 
(LP The Interview, 2009)




"It’s me again, let me talk to you at 99 BPM
I saw you from way back when
and there were many things I couldn’t say back then
I guess that you could say that I was laid back then
but now it’s all different ...
so pay attention girl I hope that you are listening
at first I thought I like you just a little bit
but that little bit just grew to be a bigger bit
you are looking magnificent
long hair, pretty smile, lip gloss glistening
do that cute thing blowing all them kisses and
I know you probably got a bunch of dudes whistling
I will do almost anything
to show you that I am a true gentleman
let’s go, I’ll pick you up at nine we can go catch a show
and if it’s raining yo we don’t have to go
we can stay inside and chill some more
and let me tell you some more things you didn’t know
(...)
let me take you out or if you need some rest
we can kick back and listen to some Tribe Called Quest"

my love




(Mektoub, My Love: Canto Uno, 2017, A. Kechiche)

a little front with you




 
 
[LP R&G (Rhythm & Gangsta): The Masterpiece, 2004]




"So won't you make it easy on me?
And take this drink, then hit this weed
Two step wit me, let's slip to the dance floor
On and on and on and on we go...
I'll dip you if you want me to...
You see I really wanna get a little front with you
Biggidy bump with you
A nigga wanna hump you, and then just comfort you
And then I'll pop the top
And lay you on the cot, and get you nice and hot
Yeah yeah, it's all to the real
We could do it like Guy, come on girl, 'Let's chill'!"

that's love (Oddisee dixit)







 
(Easy Street, 1917, Charlie Chaplin)