Mostrar mensagens com a etiqueta Iraque. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Iraque. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 20 de março de 2008

a) Bush considera que decisão de invadir o Iraque "foi justa".

b) Iraque: Aznar diz voltaria a fazer o mesmo e que Cimeira Lajes foi "muito intensa".

c) EUA: pelo menos 200 pessoas detidas em manifestações contra a guerra no Iraque.

3 notícias, 3 leituras.
a) É de louvar a liberdade de cada um de interpretar e utilizar a palavra "justa" como bem lhe entender. E aplicação desta a uma guerra é também muito curiosa. Traz-me à memória Santo Agostinho. E a jihad.
b) Mais uma vez, a terminologia dá-nos pano para mangas. "Intensa" é um termo muito peculiar para descrever uma reunião de 4 pessoas que se juntaram para criar uma mentira, institui-la e oficializá-la. E, a partir dela, criar uma catástrofe cujos números ainda estão, e estarão por muito tempo, por apurar. Tudo isto de mãos dadas com a violação às claras de uma coisa chamada Direito Internacional Público. Cujo conteúdo foi e é definido precisamente, entre outros, por estas 4 pessoas.
c) A representação, na perfeição, daquilo que se chama de perversão da representação política.

E depois há também uma instituição, inserida precisamente no referido Direito Internacional Público, apelidada de Tribunal Penal Internacional. Onde, entre outras coisas, se julgam criminosos de guerra.
Enquanto estas 4 pessoas não se sentarem no banco dos réus dessa instituição, a Justiça, não a de Bush, não será mais do que um caricatura grosseira de si mesma.

segunda-feira, 17 de março de 2008

"Segundo estudos independentes, só entre 2001 e 2003, Bush, Powell, Rumsfeld, Cheney, Condleezza Rice e mais membros da administração americana proferiram um total de 935 declarações falsas [sobre a guerra no Iraque]. Neste quadro de terror e mentira impunes, não deixa de ser chocante que, nos Estados Unidos, um governador seja forçado a demitir-se por ter mentido... sobre a sua vida sexual."
Manuel António Pina, "Jornal de Notícias", 17 de Março de 2008

Interessa-me sobretudo a segunda parte da notícia. Sobre as mentiras de Bush e companhia, não há muito a dizer. Basta dizer que a razão apresentada para invadir o Iraque é falsa, não existe. E chega.
Agora a segunda parte. O processo de impeachment a Bill Clinton foi das coisas mais absurdas e pobres que a política norte-americana já mostrou ao mundo. Julgar e decidir sobre o destino político de um homem pela sua vida íntima é aberrante. A única coisa que aponto de negativo ao comportamento de Clinton foi, não mentir, mas admitir sequer falar sobre o problema na praça pública. Um problema que só dizia respeito a ele e às pessoas do seu círculo pessoal. Nunca aos media, à população e ao poder político. O impeach de Clinton é, além do mais, a meu ver, inconstitucional. Se analisarmos a Constituição Norte-Americana vemos que os motivos enunciados para o desencadear de um processo de impeachment se resumem a traição à pátria, subornos e questões de alta gravidade. Embora estas questões de alta gravidade sejam um conceito jurídico indeterminado, e por isso alvo possível de várias interpretações, não me parece, de forma alguma, que a vida íntima de um político - quaisquer os contornos que ela tenha, desde que não se intrometa de nenhum modo no exercício do poder - possa constituir uma situação de gravidade.
Clinton foi vergonhosamente retirado do poder à força. O processo de impeachment em causa fez-me lembrar a situação do poder político na Idade Média, onde os chefes de estado deviam fidelidade a uma série de ditâmes morais, éticos e religiosos.
Aliás, os EUA são especialmente virtuosos em fazer-nos lembrar os tempos políticos da Idade Média. A cadeira eléctrica leva-me sempre a pensar nas fogueiras e nos enforcados.
Saudosistas, os americanos.

Tragicomédia

Cheney diz que guerra no Iraque foi um "esforço bem sucedido".

Não sei se deva rir... ou chorar.
Dick Cheney é um dos poucos neocons do pântano político de Bush que ainda não caíu. Poderá isto sugerir competência? Sem dúvida. Mas aqui competência significa fidelidade à corrupção, desemprego, recessão económica, belicismo, imperialismo, desrespeito pelos mais elementares direitos humanos...
Que ninguém chame Cheney de incompetente!