quinta-feira, 7 de maio de 2009

Vou ao fundo da minha vontade
e digo o que não diria
há uns tempos
tímido mascarador da verdade.

Não era mais que medo
a falta de sossego
o receio
de caír em desapego

assim me embruteci
numa carapaça
da qual
agora saí

Ela está ainda aí
pousada na areia
eu olho-a
esperando que seja levada pela maré cheia.

4 comentários:

Tiago Ramalho disse...

as malditas carapaças nunca sei se boas se más.

Muito, muito bonito:)

Joana disse...

A mim tens que contar tudo, ó homem... Não há cá segredos... ;) Olga

Francisco disse...

Obrigado, Tiago... é uma honra receber um elogio teu a estes envergonhados versos!

Olguinha, que bom cá vires... também tenho ido ao teu cantinho. Foi boa a conversa na terça...

Um abraço forte para os dois.

direitoàcena disse...

"Quem espera por mim não espera por mim,
E talvez me encontre por um acaso distraído."

Alexandre O'Neill, O revólver de trazer por casa

(ln)