sábado, 24 de abril de 2010

Gifted Unlimited Rhymes Universal



Morreu Guru, um dos meus músicos de sempre e sobre quem escrevi algumas (poucas) vezes por estas lides (aqui, ali, acolá e outra vez aqui). E também um dos maiores responsáveis pelo meu mergulho na música negra norte-americana, com tudo o que isso implica - não só o hip-hop, mas o jazz, a soul, o funk, etc., e que pode ser apreciado nas sua magnífica colecção Jazzmatazz (sobretudo os primeiros dois volumes). Também por esse abrir de portas, o meu profundo obrigado.
Até sempre.

"Actions have reactions, don't be quick to judge
You may not know the harships people don't speak of
It's best to step back, and observe with couth
For we all must meet our moment of truth

Sometimes you gotta dig deep, when problems come near
Don't fear things get severe for everybody everywhere
Why do bad things happen, to good people?
Seems that life is just a constant war between good and evil
The situation that I'm facin, is mad amazin
To think such problems can arise from minor confrontations
Now I'm contemplatin in my bedroom pacin
Dark clouds over my head, my heart's racin
Suicide? nah, I'm not a foolish guy
Don't even feel like drinking, or even gettin high
Cause all that's gonna do really, is accelerate
The anxieties that I wish I could alleviate
But wait, I've been through a whole lot of other shit, before
So I oughta be able, to withstand some more
But I'm sweatin though, my eyes are turnin red and yo
I'm ready to lose my mind but instead I use my mind
I put down the knife, and take the bullets out my nine
My only crime, was that I'm too damn kind
And now some skanless motherfuckers wanna take what's mine
But they can't take the respect, that I've earned in my lifetime
And you know they'll never stop the furious force of my rhymes
So like they say, every dog has it's day
And like they say, God works in a mysterious way
So I pray, remembering the days of my youth
As I prepare to meet my moment of truth"

"Moment of Truth", Gangstarr.

I'm ready to lose my mind but instead I use my mind

domingo, 18 de abril de 2010



Tony Manero (2008), realizado por Pablo Larraín.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Mãe,



"Dear momma let me start off with you
I know there ain't a thing you wouldn't do,
to try and pull me through.
And if there's anything good to be said about me,
Than it's true that I owe it all to you".

"Greateful", Pete Philly and Perquisite.

terça-feira, 30 de março de 2010

sei como é



[primeiríssima cena de 8 e 1/2 (1963), de Felinni]

segunda-feira, 29 de março de 2010

a dois



(Gato Preto, Gato Branco; 1998; Emir Kusturica)

quarta-feira, 24 de março de 2010

Que fazes tu aqui a estas horas, rapaz?
É que não durmo, senhor.
Passas as noites em claro?
Pior, senhor.
Acordas e adormeces acordas e adormeces?
Antes fosse, senhor.
Então? São as costas que te doem?
Também, senhor, mas com as costas já posso eu bem… já me acostumei.
É a cabeça latejando?
Sim! Sim, senhor, sim o raio da meloa.
Passa-lhe um pano molhado com água fria, verás que a noite será mais fácil.
Mas não é isso, senhor…
Não é isso o quê? Ousas dizer-me que é mais, que eventualmente terás pecado?
Não, senhor… até costumam dizer que não faço mal a uma formiga.
A uma mosca, rapaz.
Ou isso, senhor. Acredite-me que nem moscas nem formigas.
Vejo que sim. Pois bem, rapaz.
mas caralho do velho que não vê que não percebe, que eu aqui à rasca, um palmo e meio de respiração em suspenso e o caralho do velho que não vê que não percebe, mas como se a sotaina ondula de cada vez que o ar entrecortado me sai dos pulmões, até tusso, mas então não me ia ajudar o cabrão do velho, está bem que é tarde e não venho a calhar mas quer dizer, a calhar também não me vêm as costas e bem que ando com elas, não sei quantos ossos não sei quanta carne a cair-me em cima
Senhor…
Diz-me, rapaz.
Não durmo, senhor… são
Sim? São?
São
Fala, rapaz!
São dias em claro, senhor.

sábado, 20 de março de 2010

superlativo

O escritor percebeu como a frase
“até aos vinte anos não se pode dizer que o homem conhece a infelicidade”
podia ser tão bela e universal como a frase
“durante toda a sua vida, desde o primeiro dia em que sacode os pezinhos e encolhe o luzidio pescoço, o homem conhece a tristeza mais profunda”.
Quando o percebeu, o escritor reteu a invencível maleabilidade de um poema, de um verso, de um aforismo. Abriu as mãos e contemplou a densidade brutal de um estado de espírito vertido em palavras, observou a volta que uma máxima literária universal - o mesmo é dizer, uma sentença humana (aparentemente) absoluta - pode sofrer quando as palavras e as sensações são outras, e a forma como aparecem, se articulam e formam um sentido, são diferentes das que até então em nós se impunham de um modo insuperável pela profundidade do seu alcance e beleza.
Nisto, o escritor apercebeu-se que havia chegado a uma conclusão gigantesca, talvez a maior de todas, e por isso sentiu medo em continuar a escrever. Por algum tempo ficou suspenso no tempo, mirando as folhas e a caneta ao de longe, como se de objectos mágicos flutuando no ar se tratassem; ou como camisas, calças, meias, presas por molas a um cordão fantasmagórico; ou ainda como fotografias penduradas no escuro, revelando mais uma cor, mais uma sombra, à medida que secam. Só lhes voltou a tocar quando aceitou, ainda que sem grande agrado, como que convencido por uma força opressiva, a tal maleabilidade de que se faz a carne dos mais poderosos pensamentos e frases. Algo derrotado, inconformadamente conformado, e interiorizando para si que uma vez lhe revelada aquela conclusão, havia feito enfim uma espécie de pacto de anuência – Sim, Eu declaro aceitar as complexas contingências das palavras -, decidiu que a única forma de se resolver consigo próprio e com elas, era nada mais nada menos que fazer isso mesmo: moldá-las, trocá-las, contradizê-las, virá-las ao contrário. Compreendeu finalmente que teria que viver com esse paradoxo, pois que a inversão das coisas, o sim e o não, o branco e o preto, o feliz e o infeliz, sempre foi o motor da palavra escrita e o motor da sobrevivência para quando um homem sente estar fatalmente, exclusivamente, num não, num preto, num infeliz. Ou para quando um homem se ilude perigosamente, docemente, com o pensamento de que tudo é vontade afirmativa, de que tudo é luz, de que tudo é feliz.

sábado, 27 de fevereiro de 2010


(L'Eclisse; 1962; Antonioni)

domingo, 21 de fevereiro de 2010

"ai amor, e este braço aqui, vou cortá-lo"



L'Eclisse (1962), Antonioni.

(o francês não é o original, mas sim o italiano. infelizmente, foi a única versão que encontrei.)

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Este homem é quatro paredes. Está, também, metido em quatro lúgubres paredes, onde listas grossas e azuladas enfermam a decoração. O homem está deitado, fios sobre o corpo como uma teia de aranha eventualmente desmontável. O homem pensa
e se fosse dar uma volta

e o homem vai dar uma volta. Abre a porta e três corredores, cinzentos e azulados como as quatro paredes de há pouco, deparam-se-lhe à esquerda, à direita e ao centro. O homem pensa
e se fosse pelo do meio

e o homem vai pelo do meio. Ao fundo vislumbra uma janela na qual a noite da cidade é uma mera sucessão da luz do dia,
agora há luzes à noite, só isso mudou,

estranha o homem. Abaixo do parapeito, uma mesinha e uma planta vagamente cuidada: o misericordioso verde vagamente regado, o misericordioso verde como último reduto orgânico. O homem repara nos quartos que se abrem nas laterais,
quem é aquela velha ali gemendo, quem é aquele jarreta de óculos vendo televisão com o som tão alto.

O homem vira-se e à sua direita um novo quarto,
quem é aquele preto, é novo este preto aqui, nunca o vi por cá, estranho.

O homem volta para trás e no entroncamento atrás descrito, opta agora pela sua direita. Torna novamente à direita e abre-se-lhe a sala comum,
só eu e as janelas,

diz o homem, ou pensa o homem, só para confirmar que é só ele e as janelas. O homem está parado, suspenso, os braços pendentes as costas voltadas para o corredor, de frente para a janela. Não lhe vemos o rosto mas podemos concordar em como o imaginamos: um rosto de pijama e travesseiros, um rosto por dormir, um rosto farto de dormir farto de estar deitado ou sentado, um rosto desgarrado.
Então, já a levanta?
Han o quê, estarei louco quem falou ou sou eu que já oiço coisas
Então, se já conseguiu levantar entretanto?
O homem vira-se estremunhado, e o preto, atrás de si o preto.
Han, sim,
estremece o homem, sorri agora o homem por cordialidade,
quem é que já se levantou?,
não percebendo o quem e o quê a que ele próprio se refere enquanto pergunta.
Não, se tu já levantas a pila, senhor!
Ah, han o quê,
Ris-te, que nervoso estás tu, ris-te mais e mais,
ahh sim,
ris-te ainda,
ahh sim,
os olhos semicerrados acompanhando a comoção profunda.
O preto ri-se e diz ainda bem, eu vou amanhã.

O preto é o Simão, foi assim que o conheci, estou-te a contar isto porque isto me tocou, gosto de pensar nestas coisas percebes?
Sorrio, sim.
É que, pá, o preto desarmou-me, disse-me que me perguntou se eu já a levantava porque quando eu tinha olhado para o seu quarto ele achou que eu tinha uma cara boa. Uma cara boa disse o preto, e perguntou-me se eu já a levantava. Nunca aqui ninguém fala com ninguém a não ser quando eu, nunca aqui ninguém me tinha dito isto, dois homens estás a perceber, dois homens eu e ele, e ele homem de uma terra longínqua, quase do outro lado do mundo, homem do sol da sede pergunta-me se ela já levanta. Gosto de pensar nestas coisas sabes, tocam-me muito.
Sorrio, sim.
Pronto foi assim, hoje sinto-me mesmo bem disposto, o Simão vai amanhã, espero ainda poder despedir-me dele. E tu como foi o teu dia, eu quero é saber como foi o teu dia.
Sorrio, toco-me, aperto-me nas coxas e nas costelas com os dedos que estão dentro dos bolsos do casaco e começo a falar.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

namorados (dia dos)



"So if you like pyjamas and I like pyjahmas, I'll wear pyjamas and give up pyajahmas"

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

gozam-nos quando dizemos este é o livro da minha vida, é o meu livro preferido. gozam-nos porque temos 15, 20, 30, 80 anos de vida e uns tantos outros de leitura em que o porvir sempre fará a sua tarefa: mudar, baralhar, apagar, contradizer. certo. então eu corrijo e digo que Conversa n'A Catedral, de Mario Vargas Llosa, é o livro dos meus 21 anos de vida neste sítio.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Que fazes tu aí, moreno. Diz-me que fazes tu aí se sabes tão bem ou melhor do que eu que esta noite já mais nada reserva para ti. Conservas ainda o olhar tolo e faminto, é isso que me dizes quando me olhas dessa ponta do bar? Ahhh moreno, não sei, duvido. Tens fome moreno, mas não é esta noite que ta vai satisfazer, sabe-lo bem. Não moreno: esta noite só trará outros tempos à tua cabeça, outros lugares onde a fome apertava mas era outra, e essa moreno, essa fome da tua terra, essa é satisfeita quer pelo dia quer pela noite; mas apenas pelo dia e pela noite da tua terra pardacenta.
Aqui, nesta terra que pisas nesta noite neste bar onde meneias a cabeça sorrindo sem pudor às mulheres que passam, só vais encontrar isto: pessoas que da outra ponta do bar onde te sentas te escrevem.
Mas eu fiz fortuna, amigo. Pois fizeste, moreno, mas isso não chega. Nesta terra de afortunados, quem é moreno fode-se, moreno, e por isso os tostões que te encasacam brilharão sempre mais do que o bonito cachecol que trazes ao pescoço. A inveja rói-os moreno, nada podes contra isso. Tu e o teu amigo têm pela frente uma noite de ânsia, prontos para salivar de cada vez que eh pá!, oh menina, bonita que é você, não lhe poder oferecer uma bebida? Não podes moreno, mas tenho pena, lamento-o.
Mas se voltar à minha terra, amigo, lá serei rei: então volta moreno, está na altura de abandonares estas noites longas em que te sentas ao balcão de copo na mão, procurando no ar a carne para a tua fome. A fortuna aqui não te traz nada: é suja e corre pelos ralos das ruas que eles pisam.
Eu agora vou-me embora moreno, é tarde. Ficas por aqui? Dir-te-ia que não, que não ficasses, que amanhã apanhasses o primeiro caminho para a tua terra. Mas olha moreno, se tiveres sorte e oportunidade para matar a fome então dir-te-ia que sim: trá-la, podem dormir em minha casa, saio cedo de manhã, tens água fresca na caneca branca e cigarros, são dos mais baratos, contrabando penso, mas também já os fumaste durante muitos anos da tua vida por isso não te deves importar. Sim moreno, agora também eu ando a fumar disso, sim pois, toca a todos.

sábado, 30 de janeiro de 2010

God loves ugly



Não é dos discos mais felizes que se possam ouvir. Não são as letras mais descomprometidas e amenas que se possam digerir (por mais brilhante que seja a escrita). Mas a gente gosta... que podemos fazer?



"Individually wrapped, placed in neat little rows
Becoming A piece, of everything that grows
Some numbers, A name, to indicate you played the game
Came empty handed and left the same
A soul is A soul and A shell is A shell
The border in between is full of everything you felt
Some cling to A cross because they're tired and lost
They leave it up to the weather to measure the cost
And everytime I look within I recognize the darkness
Familiar to the image of the artist
Staring at the bathroom mirror in A strangers apartment
Can't remember her name, don't remember how I got here
But here I am, thinking about death again
Humbles out the stress, helps the breath get in
I need to check my friends as well as my next of kin
To let them know I love them all to the end
And when the soul begins to reap, I think she'll know me from the sleep
I keep caught in the corner of my bloodshot eyes
And if she has the nerve, to let me dump a couple last words
I'm gonna turn to the earth and scream "Love your life!"
Love your life, quite cliche but I guess thats me
A ball of pop culture with some arms and feet
As discrete as I've tried to keep the drama and cancer
It's no secret I hunger for someone to feed the answers
I never expected a bowl of cherries
I'm just a virgo trying to find my own version of the virgin mary
And when I let them carry me to a cemetary
I wanna be buried with a pocket full of clarity

[Chorus]
Now, how many times must you prove you're an angel
How many more demons do you have to strangle
How much longer must you remain in this dream
Before I finally figure out if you're insane or a genius

How many times must you prove you're an angel
How many more demons do you have to strangle
How much longer must you remain in this dream
Before I finally figure out if you're insane or a genius

Let no tears to fall from none of y'all
Just remember it all, the beauty as well as the flaws
L-O-V-E L-I-F-E
Here lies Sean, finally free
And as I look across the sea I smile at the sun
While it feeds the weeds the nutrition they need
The people still breathe, the city still bleeds
I'm going to love it to death and keep planting my seeds
I'm going to love it to death and keep an eye on the seeds
I'll be in love till im dead, I keep reaching the seeds
I'll give all I got left just to teach you to read
Love life to the death and keep planting my seeds
And when the soul begins to reap, I think she'll know me from the sleep
I keep caught in the corner of my bloodshot eyes
And if she has the nerve, to let me dump a couple last words
I'm gonna turn to the earth and scream (Love your life)"

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

she thinks

Emanon: "She thinks".

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Peço desculpa aos autores dos comentários do post que aqui figurava - a propósito da banda The XX - mas o local original desse mesmo post era aqui. Por engano, deixei-o neste espaço.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

As relações entre pessoas que se estimam conseguem ser admiráveis. Admiráveis para nós, que as observamos e desenvolvemos. Sorriem, penso gosto dele, um percurso fortuitamente em comum ao fim do dia de volta para casa, não o imaginava assim tão gentil, um almoço que calha bem naquele dia aos dois porque eu saio ao meio dia e tu só entras às duas, não é?, recordações iguais em tempos e situações diferentes, han o teu pai chama-se António? engraçado o meu avô também, um dia que passou e o calendário que conta um ano por cada um: não gostas de peru como é isso possível? morria se tivesse que comer bacalhau. A surpresa de uma correspondência não expectável, a urgência de um afecto atendida e... já estou farto daquele café, eu também já foste aquele?, não tu também não? então vamos lá, não também não tenho nada para fazer. Mãe, estás a ver aqui na fotografia é aquele amigo de que te falei. Ah sim filho lembro-me: o primeiro uso inadvertido da palavra que nos faz piscar os olhos quando fazemos o parto da ideia e a deitamos cuidadosamente, felizes, numa frase.
Os que estimam, chegam então à conclusão, não como meta mas como assomo e entusiasmo, de que olha, gosto de gostar de ti! Gosto de gostar, admiram-se eles com a sinceridade do mais íntimo de si, admiram-se com gostar de gostar porque é um raciocínio que de imediato compreendem obedecer a uma lógica avassaladora: gostar de gostar porque, sim, caramba faz sentido!, o primeiro verbo como etapa mecanicamente anterior do seguinte, sim, como o supedâneo mais natural do mundo, um não vive sem o outro!, gostar não vive sem o gostar de atrás de si. Gosto mesmo de gostar de ti, gosto de gostar mesmo de ti?... E então, ahh! então é como se lhes fizesses cócegas debaixo dos braços!: amizade.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

oh mariquinhas não me vais chorar agora pois não?, olha como sou criança e não choro, mariquinhas. oh mariquinhas não sejas mariquinhas que a vida segue em frente, porque não sais um pouco?, em frente como o poema em linha recta dos outros dois, anda lá vai comer um pouco dos lampiões da noite, mas não faças da vida um poema, mariquinhas. vai que eu fico aqui de barriga virada para o infinito. quando lá chegar, ao infinito sim mariquinhas que nesta idade os meus suores ainda têm fé nessa quimera, mariquinhas quando eu lá chegar tu também vais estar lá, supreendido mas vais. E vamos dar as mãos, firmes, amando-nos como maricas, como irmãos.
E agora antes do banho morno, que fazes tu, vais escrevê-lo é?, és mesmo mariquinhas, por isso te amo tanto. mas não faças disto literatura, poemas fogo com eles!, com a literatura devemos ser mariquinhas, mariquinhas.