domingo, 28 de novembro de 2010

my beautiful dark twisted fantasy



"hey, teacher, teacher
tell me how do you respond to students?
and refresh the page and restart the memory?
respark the soul and rebuild the energy?"

Mr. West está de volta.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

theophilus




Depois há outro homem - mas com este só tive o prazer de travar conhecimento há pouco tempo - que, se ninguém o parar, pode bem superar o homem do post abaixo e ser um Marvin Gaye, um Michael Jackson ou um Prince deste século.
Chama-se Theophilus London e onde se lê "London" podia ler-se Lisbon, Buenos Aires, New York ou Tokyo.

domingo, 14 de novembro de 2010

runaway



Adoro este homem e (quase) tudo aquilo em que ele mete as suas talentosas mãozinhas.
Parece que depois da música, dos videoclips, da moda, quer começar uma carreira no Cinema, como realizador.

Vai sair coisa boa, pela certa.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

a noite vai ser longa

as mulheres são verdadeiramente machistas quando dizem que os homens são todos iguais.

sábado, 6 de novembro de 2010

dizem que a blogosfera morreu, que já ninguém liga, que já ninguém lê blogs.
pois eu gosto muito e, não sendo propriamente um novato nesta andanças, cada vez leio mais blogs e aprendo e enriqueço com o que os outros pensam, lêem, sentem, escrevem.
ver fotografias do vizinho e da sogra e comentários frívolos a propósito dos ditos também é engraçado (o meu passado aifaiviano obriga-me a reconhecê-lo) - como ir a um cabeleireiro de senhoras (sim, às vezes também vou) e passar os olhos por uma Caras. mas não me digam que isso é capaz de matar o que quer que seja. muito menos blogs. os cabelos cortam-se duas, três vezes por ano, ou não é assim?

isto não é nem pretende ser nenhum manifesto. é só um lamurio de quem gosta muito de ler blogs e que quer dizer aos outros bloggers: não deixem de escrever.

sábado, 30 de outubro de 2010

the last three years



Com interlúdios, nem todos tão doces como este, mas iguais na essência: passagens, transições. No nosso caso, rumo a lugares sucessivamente mais harmónicos, sem o sabermos a princípio, mas agradecidos por tempo indefinido.

1 X 3 = 3 anos

I do




"I Want You", da mixtape editada este ano com o mesmo nome, do genial Theophilus London.

sábado, 9 de outubro de 2010

Nobel

gozam-nos quando dizemos que este é o livro da minha vida, é o meu livro preferido. gozam-nos porque temos 15, 20, 30, 80 anos de vida e uns tantos outros de leitura em que o porvir sempre fará a sua tarefa: mudar, baralhar, apagar, contradizer. certo. então eu corrijo e digo que "Conversa na Catedral", de Mario Vargas Llosa, é o livro dos meus 21 anos de vida neste sítio.

Pouco mais posso fazer do que repetir estas palavras a propósito de Vargas Llosa.
Conversa na Catedral é um livro extroardinário não só pelas realidades sociais e culturais que Vargas Llosa capta, não só por uma narrativa da existência humana de uma meiguice arrebatadora, não só pela construção de personagens densas e dotadas de uma força avassaladora perante as contrariedades da vida (e é neste "sobreviver" anti-miserabilista que me parece residir a influência existencialista de Sartre que todos lhe apontam), não só por um enredo magistralmente empolgante, mas também - e parece-me ser este um aspecto descurado quando se escreve sobre o novo nobel da literaura - por uma técnica narrativa absolutamente ímpar: Conversa na Catedral não é, na verdade, apenas um livro; é também um filme (sim, Cinema) na medida em que Vargas Llosa se mune de uma técnica que, pensava eu até então, só ser possível de utilizar na sétima arte. Estou a falar do discurso indirecto permanentemente entrecortado com diálogos em discurso directo ou da sobreposição de diferentes planos emocionais da personagem sobre a qual está a escrever. Neste último capítulo, há uma passagem particularmente boa: aquela em que durante uns bons parágrafos, Vargas Llosa escreve sobre a personagem (muito dura e misteriosa até final) de Cayo Bermúdez - quando este se encontra numa espécie de comício com as personalidades do regime - observando-o sob três perspectivas diferentes. O Cayo que está naquele momento a falar e preocupado em fazer um bom discurso; o Cayo que está a pensar na amante; e o Cayo amargurado (será mesmo isto?, nunca cheguei a entender claramente) afundado em comprimidos e suores frios. A forma como Vargas Llosa faz isto em Conversa na Catedral, além de revelador de uma mestria singular, cria no leitor uma tensão e ansiedade que não me recordo de sentir em qualquer outro livro.
Mas a técnica "cinematográfica" de Vargas Llosa está também na capacidade de ir saltando entre prolepses e analepses à medida que vai avançando na narrativa, oferecendo ao leitor uma perspectiva profundamente dinâmica, giratória, do que se está a passar, nisto residindo um dos segredos para deixar o leitor mais e mais preso ao livro.

Para mim, aquando da leitura de Conversa na Catedral, não obstante a qualidade do enredo/personagens/motivações/temáticas, o que me surpreendeu profundamente, o que me deixou estonteado, atónito, foi mesmo esta dimensão de tecnicista da palavra de Vargas Llosa.
Por tudo isto, não podia deixar de ficar muito feliz com este prémio e, ingenuamente, senti-lo próximo de mim.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

esperança*

"Façamos o teste! Ponhamos dois homens, numa estrada deserta, caminhando em sentidos opostos: um de Norte para Sul, outro de Sul para Norte. Pois que estou seguro de que, depois das largas passadas que dêem a olhar um para o outro (cada um, primeiro, no horizonte do outro; depois cada vez mais próximos, cada um vendo o outro crescer), no momento em que se cruzam pelo menos acenam com a cabeça. Ou mais até: levantam o chapéu, dizem uma palavra ao outro, perguntam as horas, oferecem água, falam de onde vêem, para onde vão (não só geograficamente, talvez até de etiologia e escatologia!) - seguro é que não se ignoram".

* É a ideia que sempre me assoma quando diante destas palavras (pequeno tesouro que releio de tempos em tempos...). Esperança nos homens, na comunicação, no existir necessariamente com o outro.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

uma mão na cabeça



L' Avventura (1960), Michelangelo Antonioni

Toda esta cena é de uma beleza que me deixa atónito: a paisagem, o silêncio, a representação (e expressão) de Monica Vitti e, por fim, naquele gesto fatal (tão maternal, tão redentor) acompanhado pelo único momento musical da cena, zás!, coraçãozinho onde estás?.
E um segundo zás!: acaba o filme.

sábado, 24 de julho de 2010



Antonioni e Monica Vitti.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

labor

"Quanto àqueles para quem esforçar-se, começar e recomeçar, experimentar, enganar-se, retomar tudo de uma ponta à outra, e mesmo assim ainda ser capaz de hesitar a cada momento, quanto àqueles para quem, em resumo, o trabalho mantendo a reserva e a inquietação equivale a uma demissão, pois bem, não estamos, como é evidente, no mesmo planeta.
(...)
De que valeria a obstinação do saber se ela assegurasse apenas a aquisição de conhecimentos e não, de um certo modo, e tanto quanto for possível, o descaminho daquele que conhece? Momentos há na vida em que a questão de saber se é possível pensar de modo diferente daquele que se pensa e perceber de modo diferente daquele que se vê é indispensável para continuar a observar ou a reflectir. Dir-me-ão talvez que esses jogos consigo mesmo devem permanecer nos bastidores e que na melhor das hipóteses fazem parte desses trabalhos de preparação que se extinguem por si quando produzem os seus efeitos. Mas o que é afinal a filosofia actualmente - refiro-me à actividade filosófica - senão o trabalho crítico do pensamento sobre si próprio? (...) O «ensaio» - que é preciso entender como uma experiência modificadora de si próprio no jogo da verdade e não como apropriação simplificadora dos outros com fins de comunicação - é o corpo vivo da filosofia, pelo menos se ela for ainda hoje o que era outrora, quer dizer, uma «ascese», um exercício de si, no pensamento".

História da Sexualidade - II: O Uso dos Prazeres, Michel Foucault

terça-feira, 25 de maio de 2010

give you my love

Orelha Negra - M.I.R.I.A.M. from Hidde de Vries on Vimeo.

Orelha Negra (quem é que ainda não ouviu este super grupo?) - "M.I.R.I.A.M." Depois desta música e, sobretudo, deste videoclip, não há desculpa...

sexta-feira, 7 de maio de 2010



"These streets hold my deepest days
This hood taught me golden ways
Made me, truly this is what made me
Break me, not a thing's gonna break me

Ohh, I'm that history I'm that block
I'm that lifestyle I'm that spot
I'm that kid by the number spot
That's my past that made me hot
Here's my life long anthem
Can't forget about you
(Can't forget about, Can't forget about you)"


"Can't forget about you", Nas.

terça-feira, 4 de maio de 2010

ela diz mas tu pensas que quê, que fizeram esta guerra de sexos para ficar tudo na mesma?

ele diz não ficou, não. Hás-de ter razão, pois o que vejo é que além de eu já não ser o homem nesta relação, que além de tu já não seres a mulher, já não somos coisa nenhuma. Não te queria bater, não queria que cozinhasses para mim; repugnam-me essas merdas. Mas agora que este caos toma conta dos homens e das mulheres, ai isso toma, e não vejo o que de bom isso tem.

ela diz como? Que dizes?

ele diz sim. É que o amor também tem regras, hierarquias, códigos ancestrais de sedução e convivência. Vivermos sem esses códigos é o primeiro passo para o extinguir.

ela diz velho, retrógado, anacrónico.

ele diz sim, admito que o sou: como o amor.

(amor,) será assim tão difícil de perceberes?

do filme Coeurs (2006), de Alain Resnais.

sábado, 24 de abril de 2010

Gifted Unlimited Rhymes Universal



Morreu Guru, um dos meus músicos de sempre e sobre quem escrevi algumas (poucas) vezes por estas lides (aqui, ali, acolá e outra vez aqui). E também um dos maiores responsáveis pelo meu mergulho na música negra norte-americana, com tudo o que isso implica - não só o hip-hop, mas o jazz, a soul, o funk, etc., e que pode ser apreciado nas sua magnífica colecção Jazzmatazz (sobretudo os primeiros dois volumes). Também por esse abrir de portas, o meu profundo obrigado.
Até sempre.

"Actions have reactions, don't be quick to judge
You may not know the harships people don't speak of
It's best to step back, and observe with couth
For we all must meet our moment of truth

Sometimes you gotta dig deep, when problems come near
Don't fear things get severe for everybody everywhere
Why do bad things happen, to good people?
Seems that life is just a constant war between good and evil
The situation that I'm facin, is mad amazin
To think such problems can arise from minor confrontations
Now I'm contemplatin in my bedroom pacin
Dark clouds over my head, my heart's racin
Suicide? nah, I'm not a foolish guy
Don't even feel like drinking, or even gettin high
Cause all that's gonna do really, is accelerate
The anxieties that I wish I could alleviate
But wait, I've been through a whole lot of other shit, before
So I oughta be able, to withstand some more
But I'm sweatin though, my eyes are turnin red and yo
I'm ready to lose my mind but instead I use my mind
I put down the knife, and take the bullets out my nine
My only crime, was that I'm too damn kind
And now some skanless motherfuckers wanna take what's mine
But they can't take the respect, that I've earned in my lifetime
And you know they'll never stop the furious force of my rhymes
So like they say, every dog has it's day
And like they say, God works in a mysterious way
So I pray, remembering the days of my youth
As I prepare to meet my moment of truth"

"Moment of Truth", Gangstarr.

I'm ready to lose my mind but instead I use my mind

domingo, 18 de abril de 2010



Tony Manero (2008), realizado por Pablo Larraín.