domingo, 24 de novembro de 2013

descubra o erro


Livraria Travessa (uma das), Rio de Janeiro.

sábado, 23 de novembro de 2013

faz-me grande como um Deus na Grécia



"O Livro" (c/ Praso), álbum O Mundo é Meu (2011). Beware Jack.

"O meu futuro está escrito
só preciso de encontrar o livro
mudar a capa, o título
e levá-lo comigo
numa longa viagem, numa longa trip
como um caminho no trigo"

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

flower child



"Flower Child" (c/ Kendrick Lamar), EP The BoomBox Diaries Vol. 1 (2012). Nitty Scott.

"They say greatness get better with time
They say concrete roses hard to find
Sit inside my room, and let these thoughts bloom
It's a secret garden in my mind
Flower child"

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Walsh #4 - Crítica "You and Me" (Noutras Salas)


You and Me (1938), Fritz Lang.

Voltei a Portugal - à pala de Walsh, claro. O meu novo artigo tem por objecto um dos filmes menos vistos e comentados de Fritz Lang - "You and Me", que será exibido, no âmbito da retrospectiva que a Cinemateca vem dedicando a Lang, no próximo dia 21 de Novembro. Na Sala Luís de Pina da Cinemateca, pelas 22h. O artigo pode ser lido aqui.

You and Me imortalizou, entre outros momentos (a lua-de-mel “gastronómica”, por exemplo), dois absolutamente deliciosos, aquele que dá nome ao filme e, sobretudo, essa inesquecível sequência onde sobressai uma subliminar mas vigorosa mensagem de que o amor se sobrepõe aos impulsos meramente carnais: nas escadas rolantes dos armazéns, numa conversa aparentemente – só aparentemente – banal sobre ténis entre Joe e uma atrevida cliente (atente-se na polissemia quase infinita do diálogo e, especialmente, do verbo “to play”…) – que é, a bem dizer, todo um convite sexual –, Joe rapidamente se desliga e, concentrado no olhar de Helen, que sobe em sentido inverso, faz pousar, muito discretamente, a sua mão sobre a dela (só por esta sequência, só por este hands touch, Lang merecia um epíteto semelhante ao de Lubitsch…). Enfim, e para pouparmos nas palavras – embora, para bom cinéfilo, uma imagem não baste, faltando-lhe o movimento… –, é tudo de uma economia de meios, de um estilo (no autêntico sentido do termo, que dispensa “efeitos especiais” e adornos supérfluos), de uma delicadeza, que – para acompanhar, só por momentos, o espírito pessimista de Lang – já não se vê hoje em dia.

(Excerto)


sexta-feira, 15 de novembro de 2013

o olhar de Ulisses

 



Praia da Joatinga, Rio de Janeiro.

domingo, 10 de novembro de 2013

sunset boulevard


Ipanema, Rio de Janeiro. Fim da tarde. Frances Ha à direita.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Vale do Ave

O Pedro deu um salto ainda maior do que aquele que já tinha dado e criou a Vale do Ave, revista literária com lugar para crónicas, ensaios, ficção e poesia. Do the right thing e não deixem de visitar. Aight?

domingo, 3 de novembro de 2013

It's like '06 in your backyard and I'm in love with Jade



"Look What You've Done", álbum Take Care (2011). Drake.

"It’s like ’09 in your basement and I’m in love with Nebby
And I still love her but it fell through because I wasn’t ready
And your back hurt, and your neck hurt, and you smoking heavy
And I sit next to you, and I lecture you because those are deadly
And then you ash it and we argue about spending money on bullshit
And you tell me I’m just like my father, my one button, you push it
Now it's "Fuck you, I hate you, I'll move out in a heartbeat"
And I leave out and you call me, you tell me that you're sorry
You love me, and I love you, and your heart hurts, mine does too
And it's just words and they cut deep but it's our world, it's just us two
I see painkillers on the kitchen counter, I hate to see it all hurt so bad
But maybe I wouldn't have worked as hard 
If you were healthy and it weren't so bad"

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

smartphone

Coincidência ou não, deixaram de ser o centro do mundo um do outro a partir do momento em que passaram a ter o mundo no telemóvel. Abjuraram, então, a tecnologia, mas já foram tarde.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

it's the melody, stupid



«"I think it's weird if you hear a song and the artist isn't incorporating melody these days", Drake says (...). Drake continues: I understand who the greatest in the world are, at this my time in my life. I know about Bob Marley. I know about the Marvin Gayes, Jimy Hendrix, the Nirvanas. I'm aware of music. Hip-Hop always just seemed so different", explains Drizzy, who explains how rap and its fickle fans have been overly critical about anyone who streches the boundaries. (...)

(...) Melody and sing-songy rap hooks date all the way back to rap's early days. Songs like Grandmaster Flash's "White Lines" and Kurtis Blow's "Basketball" incorporated catchy melodic choruses to help move rap to the top of the charts. (...)

Singing in rap, however, has historically been met with some criticism. (...) But a study of rap will show hit-making MCs getting their R&B on every chance they get. (...) More ofter than not, rappers are singing their rhymes, or all-around just singing. (...)

Even the best of them [outros rappers] can afford to pay more attention to Drake's cadence and tonal progression in his verses. It's called songwritting. It's about more than just a rap. It envolves flow, one of the most underrated qualities in the MC argument.
Aside from the hooks on his records, Drake lends an interesting thought to the rap music fabric: the ability to melodically deliver a rhyme with each bar in a way that is musically sound».


Kim Osorio, "The Best of Both Worlds" (entrevista com Drake), in The Source, #249, November 2011, pp. 57-58.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

da sombra

No último artigo que escrevi (acolá) para o À pala de Walsh, sobre o filme Fruta Louca (1956, de Kô Nakahira), procurei focar um aspecto que, sob um prisma estético, se revelou revolucionário para toda a filmografia da Nuberu Bagu japonesa: o clareamento programático da fotografia. A propósito disto, referi-me a Jun’ichirō Tanizaki, para quem - e cito - "toda a estética japonesa se superiorizaria à estética ocidental por via, justamente, do predomínio da sombra na composição, de harmonia com esta visão das coisas se esgrimindo que o belo inerente a um determinado objecto se obtinha sempre por contraste com a sombra, sendo essa candência que conferiria valor estético ao objecto".

É precisamente sobre isto, sobre o Elogio da Somba e Tanizaki, que incide o último artigo do António Pinto Ribeiro para o ipsílon de 25 de Outubro, p. 39. Bom proveito.

the baby bang theory


Gravidade (2013), Alfonso Cuarón. 

domingo, 27 de outubro de 2013

Muitas vezes, a passagem do tempo mede-se nos pormenores mais comezinhos do quotidiano. Com o calor do Verão, antes de adormecer, vira-se o lado da almofada no qual, até aí, apoiámos a cabeça enquanto lemos. Uma última sensação de frescura antes do sono. No Inverno, pelo contrário, mantemos a almofada virada do mesmo lado, quente e amolecido, para fazer frente ao frio.
Também há outros quentes e outros frios, os das alegrias e das tristezas, mas nisso o tempo não corre. Fixa-os, congela-os num sítio próprio, como compassos circunscritos. É a banalidade do quotidiano que faz o tempo correr, para o bem e para o mal. 

I'm still in love with you girl


You and Me (1938), Fritz Lang.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

we still pump Biggie



"Sing Like Bilal" (c/ Joell Ortiz), álbum DJ Premier Presents - Get Used To Us (2010). DJ Premier. 



"New rap is cool but we still pump BIGGIE!"

domingo, 20 de outubro de 2013


O Gosto do Saké (1962), Yasujiro Ozu.


Olhar em frente - para o passado.

domingo, 13 de outubro de 2013

from time



"From time" (c/ Jhené Aiko), álbum Nothing Was The Same (2013). Drake.


"I've been dealing with my dad, speakin' of lack of patience
Just me and my old man gettin' back to basics
We've been talkin' 'bout the future and time that we wasted
When he put that bottle down, girl that nigga's amazin'
Well, fuck it, we had a couple Coronas
We might have rolled a white paper, just somethin' to hold us
We even talked about you and our couple of moments
He said we should hash it out like a couple of grown ups
You a flower child, beautiful child, I'm in your zone
Lookin' like you came from the 70's on your own
My mother is 66 and her favorite line to hit me with is
Who the fuck wants to be 70 and alone?
You don't even know what you want from love anymore
I search for somethin' I'm missing and disappear when I'm bored
But girl, what qualities was I lookin' for before?
Who you settlin' for? Who better for you than the boy, huh?"

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

estão à espera de quê?




Nothing Was The Same (2013), Drake.

É, desde já, um dos álbuns do ano: obra praticamente perfeita (retirem-lhe "Hold On, We're Going Home", faixa metida a martelo para tocar no club, e uma coisinha ou outra) onde, além de ecoar o melhor do 808's and Heartbreak (K. West, 2008) e do Channel Orange (F. Ocean, 2012), predomina o talento letrista (não só no "conteúdo" do que é dito, mas, sobretudo, no wordplay com que é dito) de um tipo demasiado aparatoso para não ser julgado pela capa. Acontece aos melhores, Drake, live with that.