(Nashville, 1975, Robert Altman)
Da minha janela vejo o Bósforo todos os dias: divisões e correntes, agitações e marés. Tal como no homem, tal como no mundo.
sexta-feira, 18 de outubro de 2019
terça-feira, 15 de outubro de 2019
"Não Consegues Criar O Mundo Duas Vezes" disponível na Filmin
O nosso filme Não Consegues Criar O Mundo Duas Vezes (Catarina David e Francisco Noronha, 2017) está agora disponível on-line, a qualquer hora, no site da FILMIN PORTUGAL.
Para quem ainda não viu, para quem já viu, para quem só viu ainda 3 vezes... agora é só mesmo clicar aqui ao lado para ver o filme em casa.
Custos de visionamento e demais info. no site da Filmin: https://www.filmin.pt/filme/nao-consegues-criar-o-mundo-duas-vezes
Eu quero ter / Um retrovisor no ombro / Para ver / A vida lá bem atrás
"P: Podes dar um exemplo de algo que tenhas guardado?
Sam The Kid: Há imensas coisas que só eu é que tenho. Cassetes, gravações ou fotografias... Ou mesmo memorabilia da minha vida, mas que pode ser reconhecida pelo público. Por exemplo, na História do Hip-Hop Tuga [espetáculo que aconteceu em março deste ano na Altice Arena], levei para o palco um espelho retrovisor, que segurava na mão que não tinha o micro. 90% das pessoas — ou 99%! — não sabia o que é que se estava ali a ...passar. Mas bastou para duas pessoas reconhecerem, como o MadCutz e o Chullage. No vídeo da "Não percebes" vou a andar e ao segundo verso, faço assim [gira a mão] e mostro que é o Chullage que está a filmar. O concerto aconteceu este ano e o videoclip foi gravado em 2001. Passaram quase vinte anos! Eu ainda tenho esse retrovisor, não fui buscar outro para o simbolizar".
quinta-feira, 10 de outubro de 2019
segunda-feira, 7 de outubro de 2019
silêncio (2)
(You Are Forgiven, 2019)
Por interposta pessoa, dei conta de que a versão de “Silêncio” que corre no Spotify e no YouTube não corresponde à versão original do álbum, talvez porque os senhores das plataformas acharam estranho que houvesse tanto, enfim, como dizer, silêncio ao-Deus-dará no final da canção. E, vai daí, toca a cortar a coisa, que disparate, um trecho tão grande “sem nada” a ocupar aqui megabytes para 'streamings'. Resultado: perde-se o alcance da canção, perde-se o poético jogo de correspondência que ela encerra. Na versão original, quando os instrumentos e as vozes se calam por completo, há sensivelmente 21 segundos de silêncio puro, 21 segundos gravados em estúdio propositadamente para ficarem na canção rigorosamente dessa forma. Como silêncio, como música.
"O que nos mostra o final (i.é, os últimos 20 segundos) de 'Silêncio' é que, ao tempo, Slow J junta agora uma particular reivindicação pelo som (e pela insistência com que lhe escutamos, antes do apagamento total, 'Voltar / A ouvir o silêncio' é impossível não pensar em Cage…), dimensão espiritual que quem ler essa entrevista de 2017 ao ípsilon perceberá estar discretamente latente na sua música desde o primeiro momento. Tempo e silêncio, eis, afinal, a grande meditação de Slow J: 'Tás aqui, pá?/ Não estás nada… / … É o sossego absoluto…'".
fundamental truths
(I Know Where I'm Going!, M. Powell e E. Pressburger, 1945)
“’Sempre quis fazer um filme sobre uma rapariga que quer ir a uma ilha. No fim da viagem está tão próxima que pode ver claramente as pessoas na ilha, mas uma tempestade impede-a de lá chegar, e quando amaina ela já não sente vontade de ir para lá, porque a vida dela transformou-se depressa, da forma como se transforma a vida das raparigas’. ‘Porque queria ela ir para a ilha?’, perguntou Powell. ‘Vamos fazer o filme e descobri-lo’, respondeu Pressburger.
(…)
O que até então não passava de uma espécie de entretenimento (…), revelava-se a pouco e pouco para os ‘Archers’ como de interesse transcendente. ‘Ikwig’ surgia-lhes como o remate fundamental do trabalho que tinham levado a cabo durante a guerra. (…) Diz Powell na sua autobiografia: ‘I couldn’t see how the love story of Joan Webster could justify its inclusion in the body of our work, but know I do. We have been at war so long, that we are beginning to forget fundamental truths. It is time they were restated”. E Emeric responde-lhe ‘in his wise, gente voice’: ‘Kindness rules the world (…)’”.
(Manuel Cintra Ferreira, "As Folhas da Cinemateca")
(…)
O que até então não passava de uma espécie de entretenimento (…), revelava-se a pouco e pouco para os ‘Archers’ como de interesse transcendente. ‘Ikwig’ surgia-lhes como o remate fundamental do trabalho que tinham levado a cabo durante a guerra. (…) Diz Powell na sua autobiografia: ‘I couldn’t see how the love story of Joan Webster could justify its inclusion in the body of our work, but know I do. We have been at war so long, that we are beginning to forget fundamental truths. It is time they were restated”. E Emeric responde-lhe ‘in his wise, gente voice’: ‘Kindness rules the world (…)’”.
(Manuel Cintra Ferreira, "As Folhas da Cinemateca")
desoleil (brilliant corners)
(LP Not Waving, But Drowning, 2019)
"You touch these stars
Silently let you touch these scars"
Silently let you touch these scars"
sábado, 5 de outubro de 2019
notes to self
A Herdade (T. Guedes) ***
Parasitas (B. Joon-ho) ***
Midsommar (A. Aster) *
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Black Panthers (A. Varda, 1968) **
I Know Where I'm Going (M. Powell e E. Pressburger, 1945) ***
quarta-feira, 2 de outubro de 2019
sound and vision
no ípsilon da última sexta-feira, o BEAST (já a decorrer no Porto) e o realizador lituano Arūnas Matelis, assim como um dos grandes discos do hip-hop americano deste ano: "The Lost Boy", de YBN Cordae (errata: texto incompleto em papel, completo no link abaixo)
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quinta-feira, 26 de setembro de 2019
"When you believe in things / That you don't understand"
Se a memória não me trai, é a úniquíssima música que se ouve no "The Thing" do Carpenter para além da banda-sonora composta pelo Morricone. A canção toca muito brevemente na aparelhagem e é trauteada por Nauls (o cozinheiro e o mais novinho de todos) logo no início do filme, quando está na cozinha (música intra-diegética, portanto), ainda antes de se aperceber de que algo de estranho se passa. Nauls é também a única personagem, se não estou em erro, cuja morte (?) nunca sabemos ao certo em que exactos contornos ocorreu (não a... vemos). Foi um pormenor que me chamou a atenção neste segundo visionamento. E que não me tem largado. E olha os alçapões interpretativos que ele não abre...
"Very superstitious
Writing's on the wall
Very superstitious
Ladder's about to fall
Thirteen month old baby
Broke the looking glass
Seven years of bad luck
The good things in your past
When you believe in things
That you don't understand
Then you suffer
Superstition ain't the way
(…)
The devil's on his way"
quarta-feira, 25 de setembro de 2019
notes to self
Ad Astra (2019, J. Gray) *
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Before Flying Back to Earth (Arūnas Matelis, 2005) ***
Wonderful Losers: A Different World (Arūnas Matelis, 2017) ***
Foxy Brown (J. Hill1, 1974) ***
Susana (L. Buñuel, 1951) **
Anos de Chumbo (M. v. Trotta, 1981) ****
The Thing (J. Carpenter, 1982) ****
Game of Death (Bruce Lee/Robert Clouse, 1978) ***
Our Africa (Alexander Markov, 2018) ***
October (A. Sissako, 1993) ***
Rostov-Luanda (A. Sissako, 1997) ****
terça-feira, 24 de setembro de 2019
sexta-feira, 20 de setembro de 2019
no meio de nós
No ípsilon de hoje, ando às voltas de “PRINCE: as never seen before by Steve Parke”, exposição actualmente a decorrer no Porto (Arrábida Shopping) a partir do livro “Picturing Prince: An Intimate Portrait” (2017, ed. Cassell), de Steve Parke, director artístico e fotórgrafo de Prince por mais de uma década, numa conversa a muitas vozes (Steve Parke, Cristina Fisac, Ana Moura, Miguel von hafe Pérez, Delfim Sardo).
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