quarta-feira, 15 de setembro de 2021

sons of Gotham



(LP Gotham, 2021, Talib Kweli e Diamond D)



"MAGA hat rappers out here acting like Kanye
But you ain't made «Jesus Walks», nigga
But y'all ain't ready for that discussion..."

notes to self

A Voz Humana (Almodóvar) ***
Madrugada (L. Noivo) *
VO (N. Gouraul) **
O Lobo Solitário (Filipe Melo) **
O Teu Nome É (P. Patrício) **
L'Enfant Salamandre (T. Degen) **
Lutar Lutar Lutar (S. Borges, H. Martins) *
Farrucas (I. Rosas) *
Annette (L. Carax) *
Old (M. Shyamalan) **
Céus do Líbano (C. Mazlo) *
Um Monstro de Mil Cabeças (R. Plá) **

La Flor (M. Llinás) ***
(Parte 1 ***
Parte 2 ****
Parte 3 **
Parte 4 ***
Parte 5 **
Parte 6 *
Parte 7 *
Parte 8 ***)
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Mysterios Object at Noon (A. Weerasethaku) ***
The Go-Between (J. Losey) **
Chung Kuo, Cina (M. Antonioni) ****
N.U. (M. Antonioni) ***
Kumbha Mela (M. Antonioni) **
L'amore in città - Tentato Suicidio (M. Antonioni) ***
Il filo pericoloso delle coste (M. Antonioni) **
L'amorosa Menzogna (M. Antonioni) ***
12 registi per 12 città - Roma (M. Antonioni) **
Inserto girato a Lisca Bianca (M. Antonioni) ***
O Deserto Vermelho (M. Antonioni) ***
Sette Canne, Un Vestito (M. Antonioni) ***
I tre volti - Il Provino (M. Antonioni) ***
Superstizione (M. Antonioni) ***
Lo Sguardo di Michelangelo (M. Antonioni) ***
Fare un film è per me vivere (Enrica Fito) ***
Profissão: Repórter (M. Antonioni) *****

terça-feira, 14 de setembro de 2021

"Tenho de vos dizer, Atenienses: o temor da morte é apenas isto, julgar ser sábio sem o ser, pensar-se que se sabe o que não se sabe. A morte pode até ser o maior dos bens para o homem - ninguém o sabe e, porém, as pessoas temem-na como se soubessem com certeza que é o maior dos males. Como não achar censurável essa ignorância que consiste em julgar-se saber o que não se sabe? Ora, é talvez por isso, juízes, que eu me distingo da maioria dos homens. Se ousasse dizer que sou mais sábio do que eles, seria apenas porque, não sabendo bastante sobre o que acontece no Hades, não tento fingir que sei".


(Apologia de Sócrates, Platão)

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

Ci vediamo!



E assim se cumpriu a segunda Conversa À pala de Walsh dedicada a Michelangelo Antonioni, ou, como ontem o re-baptizou um ilustre crítico da praça, "Tó Cebolas"...

Foi um gosto enorme, este o de retomar uma das iniciativas que desde o início integrou a actividade da Pala, e a que pretendo dar continuidade nos próximos tempos. Um agradecimento especial também ao António Costa, da Medeia, sempre entusiasta.

Ah, e em 2022, a Pala celebra... 10 anos! Até já

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Antonioni everywhere



Duas da manhã, ei!, e ainda se conversava no Nimas... Esta semana, quinta-feira 9 Setembro, voltamos a Antonioniar no Teatro Campo Alegre. Até já!

sexta-feira, 27 de agosto de 2021

A Aventura da Modernidade - debates em Lisboa (Nimas) e Porto (TMCA)



Vai ser uma "Antonioniada" esta rentrée... Retomamos as CONVERSAS À pala de Walsh com dois debates, sob o mote A Aventura da Modernidade, em Lisboa e no Porto, por ocasião do ciclo que a Medeia Filmes organiza em torno de Michelangelo Antonioni. Os debates decorrerão em formato livre e aberto, pelo que se convida e incentiva o espectador a participar.


- Lisboa: 2 Setembro, Nimas (após a exibição de O Deserto Vermelho, 21h45);
- Porto: 9 Setembro, Teatro Campo Alegre (após a exibição de O Deserto Vermelho, 21h00).


Espero que possam vir descobrir ou redescobrir lo sguardo di Michelangelo... Até já :)

segunda-feira, 23 de agosto de 2021

mio caro Michelangelo






Desde o primeiríssimo dia, da primeira Notte, comigo... Continuaremos pela estrada juntos.

 

segunda-feira, 9 de agosto de 2021

dirty south




Os afro-americanos do sul dos EUA foram muitas coisas, mas nunca rednecks… pela simples razão de que enfrentaram preconceitos e traumas bem mais profundos. Em Chronicling Stankonia – The Rise of the Hip-Hop South, a académica Regina N. Bradley abre o livro sobre crescer na Georgia de headphones nos ouvidos e de como a música lhe permitiu localizar-se na História do seu país.

Longa entrevista com Regina N. Bradley no Y da última sexta-feira


Link: O que tem hoje o sul dos EUA para dizer ao mundo? | Entrevista | PÚBLICO (publico.pt)

quarta-feira, 4 de agosto de 2021

Yo Soy El Fuego



(La Flor, 2016, Mariano Llinás)


Know you're a gambling man
Love is a losing hand
Though I battle blind
Love is a fate resigned
Memories mar my mind
Love, it is a fate resigned
Over futile odds
And laughed at by the gods
And now the final frame
Love is a losing game


 

(Mysterious Object at Noon, 2000, A. Weerasethakul)

Maybe I think too much



(LP Hearts and Bones, 1983, Paul Simon)

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

 



(Colares, Junho 2021)

anjo da guarda


(The Human Voice, 2020, P. Almodóvar)



 

(Vale Abraão, 1993, M. Oliveira / O Último Banho, 2020, D. Bonneville)

sexta-feira, 30 de julho de 2021



não sei se, como li há tempos sobre uma exposição em lisboa cuja referência não consigo agora encontrar, se ouvia melhor "quando se tinha tempo para ouvir música" (nao confundir com ouvir "melhor música"…). o impulso nostálgico é irreprimível. com a pandemia, passámos decididamente a ter mais tempo e, porém, tenho dúvidas sobre se o passámos a fazer "melhor". sei, pelo menos, que o espírito de descoberta, de adentrar pelo desconhecido, já teve inegavelmente outro sabor - desde logo, porque ele implicava uma relação com o exterior, fora de nós, de casa, do nosso computador. obrigava a sair à rua, estávamos unicamente à nossa mercê numa loja, num bar, numa discoteca a ouvir música que desconhecíamos, a tactear capas de CD e vinil, não nos podíamos valer do conforto do rato do computador. nem sequer foi assim há tanto tempo, mas parece já, contudo, outra vida. 15 anos atrás e ainda era possível esse maravilhamento silencioso, anónimo - numa inesquecível estadia em barcelona onde ficámos hospedados no quarto de uma espanhola conhecida de uma amiga portuguesa (nunca chegámos a conhecer a Irene!, um nome e uma fotografia apenas a quem deixamos a nossa mais esforçada retribuição), ao visitar uma loja de discos, vêm-me parar às mãos os discos de Frank T, histórico 'rapero' da arqui-rival Madrid (traria comigo "Los Pájaros No Pueden Vivir En El Agua Porque No Son Peces", "Frankattack" e "90 Kilos"). o hip-hop ainda não estava em todo o lado e, apesar de os canais de partilha e divulgação serem então incomparavelmente menores (ou talvez por causa disso), era muito mais idiossincrático, as particularidades de um país e suas regiões sobressaíam imediatamente (sabíamos menos, a informação não transbordava; saboreávamos mais). outra felicidade dessa tarde: os discos que vieram para o porto da dupla holandesa Pete Philly and Perquisite, e que viria a tocar, muitos anos mais tarde, num programa de rádio que tive por um breve período...

são coisas (físicas, também) que, anos depois, compreendemos que não poderiam ter outro destino se não o de permanecerem connosco, que assinalam momentos das nossas vidas sem todavia se confinarem a essa função "simbólica", mantendo toda a sua potência artística e a sua novidade, falando-nos sempre numa língua diferente a cada escuta. Frank T, ele mesmo, de quem o partido proto-fascista da moda em Espanha exigiu recentemente a proibição de um concerto (a extrema-direita também goza, afinal de contas, das prerrogativas da "cancel culture"), é quem continuo a ouvir no ípsilon saído há dias. "Arroz"


sexta-feira, 23 de julho de 2021

se nunca deu jeito



(LP Vida Dupla, 2021)