Da minha janela vejo o Bósforo todos os dias: divisões e correntes, agitações e marés. Tal como no homem, tal como no mundo.
quarta-feira, 15 de setembro de 2021
sons of Gotham
notes to self
Madrugada (L. Noivo) *
VO (N. Gouraul) **
O Lobo Solitário (Filipe Melo) **
O Teu Nome É (P. Patrício) **
Lutar Lutar Lutar (S. Borges, H. Martins) *
Farrucas (I. Rosas) *
Annette (L. Carax) *
Old (M. Shyamalan) **
Céus do Líbano (C. Mazlo) *
The Go-Between (J. Losey) **
Chung Kuo, Cina (M. Antonioni) ****
Kumbha Mela (M. Antonioni) **
terça-feira, 14 de setembro de 2021
"Tenho de vos dizer, Atenienses: o temor da morte é apenas isto, julgar ser sábio sem o ser, pensar-se que se sabe o que não se sabe. A morte pode até ser o maior dos bens para o homem - ninguém o sabe e, porém, as pessoas temem-na como se soubessem com certeza que é o maior dos males. Como não achar censurável essa ignorância que consiste em julgar-se saber o que não se sabe? Ora, é talvez por isso, juízes, que eu me distingo da maioria dos homens. Se ousasse dizer que sou mais sábio do que eles, seria apenas porque, não sabendo bastante sobre o que acontece no Hades, não tento fingir que sei".
segunda-feira, 13 de setembro de 2021
Ci vediamo!
E assim se cumpriu a segunda Conversa À pala de Walsh dedicada a Michelangelo Antonioni, ou, como ontem o re-baptizou um ilustre crítico da praça, "Tó Cebolas"...
terça-feira, 7 de setembro de 2021
segunda-feira, 6 de setembro de 2021
Antonioni everywhere
Duas da manhã, ei!, e ainda se conversava no Nimas... Esta semana, quinta-feira 9 Setembro, voltamos a Antonioniar no Teatro Campo Alegre. Até já!
sexta-feira, 27 de agosto de 2021
A Aventura da Modernidade - debates em Lisboa (Nimas) e Porto (TMCA)
Vai ser uma "Antonioniada" esta rentrée... Retomamos as CONVERSAS À pala de Walsh com dois debates, sob o mote A Aventura da Modernidade, em Lisboa e no Porto, por ocasião do ciclo que a Medeia Filmes organiza em torno de Michelangelo Antonioni. Os debates decorrerão em formato livre e aberto, pelo que se convida e incentiva o espectador a participar.
segunda-feira, 23 de agosto de 2021
mio caro Michelangelo
segunda-feira, 9 de agosto de 2021
dirty south
Os afro-americanos do sul dos EUA foram muitas coisas, mas nunca rednecks… pela simples razão de que enfrentaram preconceitos e traumas bem mais profundos. Em Chronicling Stankonia – The Rise of the Hip-Hop South, a académica Regina N. Bradley abre o livro sobre crescer na Georgia de headphones nos ouvidos e de como a música lhe permitiu localizar-se na História do seu país.
Longa entrevista com Regina N. Bradley no Y da última sexta-feira
Link: O que tem hoje o sul dos EUA para dizer ao mundo? | Entrevista | PÚBLICO (publico.pt)
quarta-feira, 4 de agosto de 2021
Yo Soy El Fuego
(La Flor, 2016, Mariano Llinás)
Love is a losing hand
Though I battle blind
Love is a fate resigned
Memories mar my mind
Love, it is a fate resigned
Over futile odds
And laughed at by the gods
And now the final frame
Love is a losing game
segunda-feira, 2 de agosto de 2021
sexta-feira, 30 de julho de 2021
não sei se, como li há tempos sobre uma exposição em lisboa cuja referência não consigo agora encontrar, se ouvia melhor "quando se tinha tempo para ouvir música" (nao confundir com ouvir "melhor música"…). o impulso nostálgico é irreprimível. com a pandemia, passámos decididamente a ter mais tempo e, porém, tenho dúvidas sobre se o passámos a fazer "melhor". sei, pelo menos, que o espírito de descoberta, de adentrar pelo desconhecido, já teve inegavelmente outro sabor - desde logo, porque ele implicava uma relação com o exterior, fora de nós, de casa, do nosso computador. obrigava a sair à rua, estávamos unicamente à nossa mercê numa loja, num bar, numa discoteca a ouvir música que desconhecíamos, a tactear capas de CD e vinil, não nos podíamos valer do conforto do rato do computador. nem sequer foi assim há tanto tempo, mas parece já, contudo, outra vida. 15 anos atrás e ainda era possível esse maravilhamento silencioso, anónimo - numa inesquecível estadia em barcelona onde ficámos hospedados no quarto de uma espanhola conhecida de uma amiga portuguesa (nunca chegámos a conhecer a Irene!, um nome e uma fotografia apenas a quem deixamos a nossa mais esforçada retribuição), ao visitar uma loja de discos, vêm-me parar às mãos os discos de Frank T, histórico 'rapero' da arqui-rival Madrid (traria comigo "Los Pájaros No Pueden Vivir En El Agua Porque No Son Peces", "Frankattack" e "90 Kilos"). o hip-hop ainda não estava em todo o lado e, apesar de os canais de partilha e divulgação serem então incomparavelmente menores (ou talvez por causa disso), era muito mais idiossincrático, as particularidades de um país e suas regiões sobressaíam imediatamente (sabíamos menos, a informação não transbordava; saboreávamos mais). outra felicidade dessa tarde: os discos que vieram para o porto da dupla holandesa Pete Philly and Perquisite, e que viria a tocar, muitos anos mais tarde, num programa de rádio que tive por um breve período...














