Mostrar mensagens com a etiqueta EUA. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta EUA. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 29 de maio de 2008

imperialismo por quotas

Este artigo de opinião no Avante! evidencia a cegueira que afecta alguns comunistas. Não todos, felizmente. E, pior, mostra uma cegueira que só subsiste por afectos históricos que, mesmo que contrariados pela realidade contemporânea paradoxal, têm que ser mantidos por respeito a uma rectio ratio que não se sabe bem qual é. Nem eles sabem.
O imperalismo de Luís Carapinhas só tem uma face: os EUA (que o são, de facto). Mas quanto às atitudes intimidatórias da Rússia na sua zona circundante (Ucrânia, por exemplo) ou à aspirações independentistas (Chechénia é só uma delas) violentamente reprimidas pelo Kremlin, nem uma palavra. Relativamente à investida chinesa em África, nem uma palavra.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Obama Is Like Diluted Hip Hop

Para os que me são mais próximos, não é desconhecida a minha paixão pelo Hip Hop. Pelo bom hip hop. O que não significa necessariamente o oldschool. Mas, infelizmente, o newschool não prima em geral pela qualidade. Antes se define pelos cálculos lucrativos da indústria discográfica, pela pobreza lírica, pelos videoclips inenarráveis... Mas como nem tudo é desgraça, há também excepções nos dias de hoje! Com muita, muita qualidade.
Quem me é próximo conhece também o meu gosto em acompanhar o mundo, a sociedade e o país. A vida política, social... enfim, o estado das coisas!
Ora o texto que hoje aqui trago cruza Hip Hop com Política. O que à primeira vista podia parecer muito estranho (e até insultuoso!)para os leigos em música rap, é afinal um texto interessante e no qual me revejo em muitas posições. Leiam-no aqui.

O texto está no site do Trinity International Hip Hop Festival, o maior festival de hip hop do mundo e que decorre entre 4 e 6 de abril na cidade americana de Hartford. O Trinity é ainda um festival com raízes e propósitos muito inspiradores. Take a look.
Já agora, por curiosidade, ao falarmos no Trinity deste ano, não podemos deixar de falar na presença de... Sam the Kid. É verdade! O rapper e poeta de Chelas vai estar em palco no dia 5 de Abril. Mais um prestigiante reconhecimento para aquele que é, na minha opinião, um dos melhores artistas musicais portugueses. E sim, canta hip hop!

quinta-feira, 20 de março de 2008

a) Bush considera que decisão de invadir o Iraque "foi justa".

b) Iraque: Aznar diz voltaria a fazer o mesmo e que Cimeira Lajes foi "muito intensa".

c) EUA: pelo menos 200 pessoas detidas em manifestações contra a guerra no Iraque.

3 notícias, 3 leituras.
a) É de louvar a liberdade de cada um de interpretar e utilizar a palavra "justa" como bem lhe entender. E aplicação desta a uma guerra é também muito curiosa. Traz-me à memória Santo Agostinho. E a jihad.
b) Mais uma vez, a terminologia dá-nos pano para mangas. "Intensa" é um termo muito peculiar para descrever uma reunião de 4 pessoas que se juntaram para criar uma mentira, institui-la e oficializá-la. E, a partir dela, criar uma catástrofe cujos números ainda estão, e estarão por muito tempo, por apurar. Tudo isto de mãos dadas com a violação às claras de uma coisa chamada Direito Internacional Público. Cujo conteúdo foi e é definido precisamente, entre outros, por estas 4 pessoas.
c) A representação, na perfeição, daquilo que se chama de perversão da representação política.

E depois há também uma instituição, inserida precisamente no referido Direito Internacional Público, apelidada de Tribunal Penal Internacional. Onde, entre outras coisas, se julgam criminosos de guerra.
Enquanto estas 4 pessoas não se sentarem no banco dos réus dessa instituição, a Justiça, não a de Bush, não será mais do que um caricatura grosseira de si mesma.

segunda-feira, 17 de março de 2008

"Segundo estudos independentes, só entre 2001 e 2003, Bush, Powell, Rumsfeld, Cheney, Condleezza Rice e mais membros da administração americana proferiram um total de 935 declarações falsas [sobre a guerra no Iraque]. Neste quadro de terror e mentira impunes, não deixa de ser chocante que, nos Estados Unidos, um governador seja forçado a demitir-se por ter mentido... sobre a sua vida sexual."
Manuel António Pina, "Jornal de Notícias", 17 de Março de 2008

Interessa-me sobretudo a segunda parte da notícia. Sobre as mentiras de Bush e companhia, não há muito a dizer. Basta dizer que a razão apresentada para invadir o Iraque é falsa, não existe. E chega.
Agora a segunda parte. O processo de impeachment a Bill Clinton foi das coisas mais absurdas e pobres que a política norte-americana já mostrou ao mundo. Julgar e decidir sobre o destino político de um homem pela sua vida íntima é aberrante. A única coisa que aponto de negativo ao comportamento de Clinton foi, não mentir, mas admitir sequer falar sobre o problema na praça pública. Um problema que só dizia respeito a ele e às pessoas do seu círculo pessoal. Nunca aos media, à população e ao poder político. O impeach de Clinton é, além do mais, a meu ver, inconstitucional. Se analisarmos a Constituição Norte-Americana vemos que os motivos enunciados para o desencadear de um processo de impeachment se resumem a traição à pátria, subornos e questões de alta gravidade. Embora estas questões de alta gravidade sejam um conceito jurídico indeterminado, e por isso alvo possível de várias interpretações, não me parece, de forma alguma, que a vida íntima de um político - quaisquer os contornos que ela tenha, desde que não se intrometa de nenhum modo no exercício do poder - possa constituir uma situação de gravidade.
Clinton foi vergonhosamente retirado do poder à força. O processo de impeachment em causa fez-me lembrar a situação do poder político na Idade Média, onde os chefes de estado deviam fidelidade a uma série de ditâmes morais, éticos e religiosos.
Aliás, os EUA são especialmente virtuosos em fazer-nos lembrar os tempos políticos da Idade Média. A cadeira eléctrica leva-me sempre a pensar nas fogueiras e nos enforcados.
Saudosistas, os americanos.

Tragicomédia

Cheney diz que guerra no Iraque foi um "esforço bem sucedido".

Não sei se deva rir... ou chorar.
Dick Cheney é um dos poucos neocons do pântano político de Bush que ainda não caíu. Poderá isto sugerir competência? Sem dúvida. Mas aqui competência significa fidelidade à corrupção, desemprego, recessão económica, belicismo, imperialismo, desrespeito pelos mais elementares direitos humanos...
Que ninguém chame Cheney de incompetente!